O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...








Estou planejando ir pra Berlin hora dessas - vai pra lista pré-roteiro...! Muito interessante. Eu gosto de shoppings - pelas razões q mencionas - mas confesso que ando saturada da mesmice. Aqui, São Paulo, Brasília, qq lugar do Brasil, são exatamente iguais. Pouquíssimas "atrações" locais. E no exterior, tb um percentual q é igual - com a vantagem de se encontrar o mesmo produto (às vezes uma leitura um pouco diversa) em preços mais competitivos...! Abs.
ResponderExcluirEu não sou uma usuária de shoppings, compro em lojas de bairro e raramente vou num desses centros de compras. E quando vou, é na segunda pela manhã. E realmente seria muito bom se tivéssemos uma renovação em espaços que oferecessem mais atrações e coisas diferentes, não é verdade? Abraços
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