Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Uma casa de cristal, ou quase

Todos sabemos que os nossos dias estão sepultando a privacidade, que nos expomos em redes públicas, escancarando nossas vidas. Mas chegaremos a viver com cubos de cristal? Ou vidro? Ou em completa transparência?

Pois é o que parece propor o arquiteto japonês Sou Fujimoto, um dos mais instigantes profissionais de sua geração. Suas obras,  como a biblioteca Musashino Art University , Casa N, e a '21st Century Oasis " são exemplos de um trabalho que se caracteriza pela independência e experimentação.  

Fonte dessa e de outras casas instigantes AQUI




E aí? Se arriscariam? Eu creio que não, mas gostei do resultado formal. Só não me agradam os fios elétricos nas ruas. Nem aqui, nem acolá.


Ah! Cortinas! Nem eles aguentaram tamanha exposição se até o banheiro era exposto! Será o nosso futuro? Usar cortinas para nos proteger da nossa própria necessidade de nos mostrar? O futuro nos dirá.

Comentários

  1. Acho que já nos escancaramos desde a Internet, mas não conseguiria viver em uma casa de vidro!

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