Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Museu usa energia da terra para conforto interno

Esse projeto de museu me lembrou um outro projeto de um observatório de pássaros sobre o qual escrevi um tempo atrás aqui no blog. Foi o que me levou em um primeiro momento a dedicar uma atençao maior a ele.

Mas observando o projeto com mais detalhes fui me apaixonando, não apenas pela forma. Me agrada esse volume que se eleva sobre a estrada. Me agrada um balanço desse tamanho todo que é ao mesmo tempo forte e leve. Essa ambiguidade entre forma e estrutura me encanta na arquitetura. Mas esse museu é mais que isso. Bem mais.

O museu Liaunig, em Neuhaus, Áustria, que reúne uma vasta coleçao de arte contemporânea e objetos africanos, de um coleciobador particular foi projetada pelo escritório vienense Querkraft pensando sobretudo na eficiência energética. 


E como ele faz isso? Usando uma bomba de calor geotérmica que usa a temperatura do solo para gerar conforto interno.

O partido leva em conta o terreno e implanta o prédio de maneira que ele pareça simples, mas robusto. Ele se encrava no terreno e usa a colina como se o edificio pousasse nele com elegância.

Uma das funções simbólicas de um museu é retratar uma parte da história e essa atemporalidade é conseguida pelo jogo de luzes e túneis que conduzem o usuário por um acervo impactante.  

Fontes:  
Estudantes de arquitetura
Archdaily

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