A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Torres de bambu levam água limpa para povos carentes

Fonte
A erradicação da miséria tem seu dia internacional reconhecido no dia 17 de outubro. Essa data é uma proposição à reflexão e à proposição de ações que levem a uma diminuição da pobreza e tragam maior dignidade a várias populações que sofrem pela desigualdade e falta de mínimas condições de higiene e vida saudável. 

No dia 17 de Outubro de 1987,
reuniram-se nesta praça numerosos defensores dos direitos humanos,
numerosos cidadãos de variados países. Eles prestaram homenagem às vítimas da fome, da ignorância e da violência. Afirmaram a sua convicção de que a miséria não é uma fatalidade. Proclamaram a sua solidariedade com aqueles que lutam no mundo inteiro para a destruírem.
Lá onde há homens condenados a viver na miséria,
aí os direitos humanos são violados.
Unir-se para os fazer respeitar é um dever sagrado."
Padre Joseph Wresinski 

A arquitetura e os arquitetos em geral são lembrados como profissionais do luxo, mas o seu papel social vai bem mais além, procurem conhecer por exemplo a ação dos Arquitetos pela Humanidade. Leiam AQUI postagens falando sobre essa ação na arquitetura e no design


Pois temos mais um bom exemplo com as torres WarkaWater, um projeto do Estúdio Architecture and Vision que está procurando levar água potável à populações carentes na Etiópia


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A água é algo bastante raro em várias regiões do planeta, vejam AQUI um caso. Nas montanhas da Etiópia, onde a chuva é escassa esse problema é particularmente agravado. Imaginem viver sem água! Através dessas enormes torres de 9 metros, em bambu, de fácil montagem, baratas, pode-se colher a água potável através do ar! Estima-se que possam ser recolhidos de 10 a 20 litros de água por m² de malha/dia! Imaginem o que isso significa em termos de condições de vida e dignidade para essas populações. E a ideia é que os próprios moradores se apoderem do conhecimento de como faze-las, usando materiais e recursos locais. E o mais importante é que na concepção do projeto foram usadas referências da cultura local já que eles costumam se reunir abaixo de árvores chamadas Warka. Os idealizadores propõem que as torres WarkaWater tenham essa mesma relevância como local de encontro social. 
 




Leiam mais sobre esse projeto nos links abaixo:

Carta internacional do 17 de outubro- Dia mundial da erradicação da miseria

Comentários

  1. Achei interessante!
    Mas fiquei sem entender como é que estas estruturas podem absorver água através do ar!?
    Beijos querida, saudades de você :)

    ResponderExcluir
  2. Oi Daiane, pois o sistema é super simples. Estás estruturas captam o orvalho e o recolhem pelas tramas. Na ultima figura dá para ver as gotas na malha. Esta água é trazida para baixo para consumo. Beijos Elenara

    ResponderExcluir

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