Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Cinderela e suas versões


Uma grata surpresa o almoço Clio sobre Cinderela. Já falei AQUI sobre várias atividades culturais que já fui no Stúdio Clio. Todas são maravilhosas e sempre aprendo muito. Pois não foi diferente com essa. 
Sou uma apaixonada por contos de fadas, adorava que lessem para mim quando pequena. Depois que aprendi a ler não me desgrudei dos livros e Andersen e Lobato eram meus prediletos. Mas Disney também se seduziu com suas versões maravilhosamente desenhadas de contos tradicionais. Sem contar que a abertura dos programas de TV eram do fantástico castelo da moça em questão. Palácio aliás inspirado no ainda mais fantástico (porque real) Castelo de Neuschwanstein.
Já tinha ouvido várias versões da história, mas não sabia de uma das mais antigas e chinesa. Faz sentido porque na China se valorizavam os pés pequenos. E para uma história cheia de simbolismos e repleta de mulheres fortes, o sapato de cristal era uma imagem ainda mais surreal. Parece que foi resultado de um equivoco de tradução já que essas histórias eram contadas de boca em boca e as palavras eram entendidas como faladas. Cada um devia acrescentar um ponto...Cheguei a ver na internet uma versão para surdos onde a gata borralheira deixava cair uma luva rosa... 

O mundo dos sonhos, o imaginário que essas histórias nos deixam na mentalização de abóboras que viram carruagens (pura reciclagem), vestidos feitos de peixes do fundo mar (o que Narizinho usou para casar com o Rei Peixe, feito pelas aranhas do mar) até hoje habitam em mim como possibilidades de magia. E possibilidades de magia são o mote da criatividade.
A culinária seguia a história, trocando a abóbora pela nossa moranga. Servindo um risoto divino, que deve ter se inspirado na origem chinesa da Cinderela (arroz, né). E a sobremesa de tão sutil e delicada, era como uma alegoria aos famosos sapatinhos de cristal.

E a estreia da Marô Barbieri  como palestrante nos almoços foi absolutamente fascinante. Ela falou com tanta paixão pelo tema que nos envolveu, nos transportou para um mundo de magia em plena quarta feira ao meio dia. Amei em todos os sentidos!

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