Café Alta Política- Metamorfose da Vida

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No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade. O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre. Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana. A partir dessa ...

Cinderela e suas versões


Uma grata surpresa o almoço Clio sobre Cinderela. Já falei AQUI sobre várias atividades culturais que já fui no Stúdio Clio. Todas são maravilhosas e sempre aprendo muito. Pois não foi diferente com essa. 
Sou uma apaixonada por contos de fadas, adorava que lessem para mim quando pequena. Depois que aprendi a ler não me desgrudei dos livros e Andersen e Lobato eram meus prediletos. Mas Disney também se seduziu com suas versões maravilhosamente desenhadas de contos tradicionais. Sem contar que a abertura dos programas de TV eram do fantástico castelo da moça em questão. Palácio aliás inspirado no ainda mais fantástico (porque real) Castelo de Neuschwanstein.
Já tinha ouvido várias versões da história, mas não sabia de uma das mais antigas e chinesa. Faz sentido porque na China se valorizavam os pés pequenos. E para uma história cheia de simbolismos e repleta de mulheres fortes, o sapato de cristal era uma imagem ainda mais surreal. Parece que foi resultado de um equivoco de tradução já que essas histórias eram contadas de boca em boca e as palavras eram entendidas como faladas. Cada um devia acrescentar um ponto...Cheguei a ver na internet uma versão para surdos onde a gata borralheira deixava cair uma luva rosa... 

O mundo dos sonhos, o imaginário que essas histórias nos deixam na mentalização de abóboras que viram carruagens (pura reciclagem), vestidos feitos de peixes do fundo mar (o que Narizinho usou para casar com o Rei Peixe, feito pelas aranhas do mar) até hoje habitam em mim como possibilidades de magia. E possibilidades de magia são o mote da criatividade.
A culinária seguia a história, trocando a abóbora pela nossa moranga. Servindo um risoto divino, que deve ter se inspirado na origem chinesa da Cinderela (arroz, né). E a sobremesa de tão sutil e delicada, era como uma alegoria aos famosos sapatinhos de cristal.

E a estreia da Marô Barbieri  como palestrante nos almoços foi absolutamente fascinante. Ela falou com tanta paixão pelo tema que nos envolveu, nos transportou para um mundo de magia em plena quarta feira ao meio dia. Amei em todos os sentidos!

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