Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Cinderela e suas versões


Uma grata surpresa o almoço Clio sobre Cinderela. Já falei AQUI sobre várias atividades culturais que já fui no Stúdio Clio. Todas são maravilhosas e sempre aprendo muito. Pois não foi diferente com essa. 
Sou uma apaixonada por contos de fadas, adorava que lessem para mim quando pequena. Depois que aprendi a ler não me desgrudei dos livros e Andersen e Lobato eram meus prediletos. Mas Disney também se seduziu com suas versões maravilhosamente desenhadas de contos tradicionais. Sem contar que a abertura dos programas de TV eram do fantástico castelo da moça em questão. Palácio aliás inspirado no ainda mais fantástico (porque real) Castelo de Neuschwanstein.
Já tinha ouvido várias versões da história, mas não sabia de uma das mais antigas e chinesa. Faz sentido porque na China se valorizavam os pés pequenos. E para uma história cheia de simbolismos e repleta de mulheres fortes, o sapato de cristal era uma imagem ainda mais surreal. Parece que foi resultado de um equivoco de tradução já que essas histórias eram contadas de boca em boca e as palavras eram entendidas como faladas. Cada um devia acrescentar um ponto...Cheguei a ver na internet uma versão para surdos onde a gata borralheira deixava cair uma luva rosa... 

O mundo dos sonhos, o imaginário que essas histórias nos deixam na mentalização de abóboras que viram carruagens (pura reciclagem), vestidos feitos de peixes do fundo mar (o que Narizinho usou para casar com o Rei Peixe, feito pelas aranhas do mar) até hoje habitam em mim como possibilidades de magia. E possibilidades de magia são o mote da criatividade.
A culinária seguia a história, trocando a abóbora pela nossa moranga. Servindo um risoto divino, que deve ter se inspirado na origem chinesa da Cinderela (arroz, né). E a sobremesa de tão sutil e delicada, era como uma alegoria aos famosos sapatinhos de cristal.

E a estreia da Marô Barbieri  como palestrante nos almoços foi absolutamente fascinante. Ela falou com tanta paixão pelo tema que nos envolveu, nos transportou para um mundo de magia em plena quarta feira ao meio dia. Amei em todos os sentidos!

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