A cidade que envelhece com dignidade
Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...


Incrível, pensava que fosse só eu a ter ciúmes dos clientes...
ResponderExcluirComo a obra andou depressa, já chegou este momento!
E junte também os meus parabéns, a todas vocês, pela data institucionalizada, que na verdade deveria ser comemorada nos 365 dias de todos os anos, 366 nos bissextos!
E imagine que está um mês atrasada, culpa do imbroglio do telhado...Sabia que tínhamos vários pontos em comum no afazer profissional, ciúmes das obras, mais um (rsss).
ResponderExcluirObrigada! Eu já me contentaria com mais igualdade de salários, de segurança, de oportunidades para a maioria das mulheres. Beijos
Adoro e sou fascinada por obras e reformas! É como se fosse um filho mesmo, quando acaba é só deixar fluir...
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