Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura. Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

ResponderExcluirRenata Rubim Li o texto no teu blog, não consigo publicar meu comentário lá, então vou colar aqui: Tudo bem, é o olhar encantado de um forasteiro que desconhece algumas (ou muitas, todas) as mazelas da cidade. Por exemplo, o fato da "intelligenzia" cultural desconhecer o significado do design. Mas, claro, Porto Alegre não é Amsterdam, cidade que promove um evento do tipo "What Design Can Do"...
há 6 minutos · Curtir
A Renata Rubim me faz muito feliz com a sua opinião. Colei aqui o comentário que ela deixou no facebook
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ResponderExcluirElenara Stein Leitão Acho que ele se encantou com uma realidade que, a seus olhos, era mais interessante que de outras cidades brasileiras. Particularmente, acho que Porto Alegre piorou em algumas coisas de 2003 para cá. Mas realmente nos falta muito para sermos uma cidade bem mais significativa culturalmente. Vou colar teu comentário lá. Abraços
há 3 minutos · Curtir