A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Meme de dezembro - Árvore de Natal

Continuando com os memes de dezembro, hoje é dia de falar em Árvore de Natal. E porque no dia 6/12? Porque era a data tradicional em que se arrumavam as árvores de Natal.







Diz a história que a tradição de enfeitar as árvores vem da Alemanha, lá pelos anos 1500. Ou seja, quase na mesma época do descobrimento do Brasil. Fala-se que Martinho Lutero teria se encantado com a neve que enfeitava as árvores e reunindo isso à tradição pagã, chegamos às nossas de hoje. Já não mais cortadas como na época de minha infância, feitas de todas as maneiras e materiais, elas ainda guardam uma magia de significar que entramos na época natalina. 

Uma das maiores emoções de pequena era ajudar a arrumar a árvore. Era tudo muito mágico, desde pegar as caixas com os enfeites guardados, ver os que tinham sobrevivido. Eram muito frageis as bolinhas...Montar a árvore (a gente chamava de Pinheirinho de Natal) era tarefa de irmã mais velha. Para mim sobrava cortar os fios de linha do ano passado e separar os novos. O algodão que imitava neve, esse eu podia colocar, depois de tudo pronto.


 Mas o mais bacana era montar o presépio! Cada ano era diferente, com água de verdade, areia, reis magos que iam se aproximando do menino na manjedoura...Agora já se diz que nem animais tinham...Será? Eu ainda fico com a imagem de minha infância.  
 Hoje as árvores já não precisam ser cortadas, nem são tão tradicionais como eram. Mas o que deve sempre permanecer é a magia do Natal. É renovar sempre a esperança.

Fonte Pinterest

Comentários

  1. Muito show! Adoro a árvore seca. Este ano vou fazer assim de novo.
    beijo, menina

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