O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Olá Elenara,
ResponderExcluirO mundo precisa de mais pessoas como você.
Acredito que o caminho é este mesmo. Gosto muito de uma pergunta do James O’dea, do Instituto de Ciências Nóeticas, que uso na definição do projeto do meu blog:
“Exatamente quão viável é você como semente de futuras possibilidades?
Esses sentimentos e intuições são sintoma de otimismo ingênuo ou um reflexo mais preciso de alguma realidade mais profunda?”
Sonhar coletivamente nos leva a agir coletivamente e assim, temos o poder de mudar e ajudar no futuro do país.
Um abraço,
Cláudia
Cláudia,
ResponderExcluirQue linda essa frase, vou guardar no coração. É por aí mesmo. Adorei teu comentário, muito obrigada.
Abraços
Elenara