Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura. Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...




Cara amiga,
ResponderExcluirestranhei a caçamba sobre a calçada, ocupando o espaço do pedestre, quando poderia estar na via, tomando o espaço de estacionamento e prescindindo dos cones.
Como paulistano me dá a maior inveja saber que em PA há coleta seletiva semanal na maioria dos bairros. Aqui, quem tem alguma consciência ambiental, precisa acumular os descartes em casa, e levar até algum ponto de recebimento, oportunado pela iniciativa privada.
Nós levamos o lixo seco de carro, até uma loja do Pão de Açúcar, e precisamos acumular o restante à espera da coleta, que no nosso bairro acontece nas segundas e quintas, sendo que a prefeitura proibiu as lixeiras nas calçadas, como parte do programa "Cidade Limpa" (acredita?), e anda multando quem ainda as mantem...
Como resultado o lixo se acumula no chão, a espera do dia da coleta, a mercê da curiosidade dos cães vadios, do garimpo dos sem teto, e da chuva, que faz os sacos de lixo passearem em todas as ruas que não são planas, se espalhando até entupir o bueiro mais próximo, para a felicidade dos roedores...
É o preço para morar na cidade politicamente mais reacionária do país!
Oscar Müller
Faltou dizer que a minha rua é escoamento do trafego e por isso só tem estacionamento em algumas horas do dia, por isso o conteiner fica na calçada. Em ruas onde é permitido estacionar, ele fica numa vaga de carro.
ResponderExcluirAbraços