Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

MÃES DO BAIRRO – HEROÍNAS DO COTIDIANO

Esse projeto foi apresentado na Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2009 e reproduzido aqui para conhecerem uma iniciativa bastante interessante de combater a violência nas cidades.

Para propiciar às crianças um crescimento saudável de acordo com seus talentos e capacidades individuais, independentemente de seu meio social, são necessários meios e caminhos muito diferenciados. As Mães do Bairro praticam um novo conceito ativo de auxílio básico que enfrenta baixa resistência.

As mães de bairro são mulheres que vêm principalmente de famílias turcas ou árabes, os maiores grupos de imigrantes na Alemanha. Elas frequentam cursos de qualificação com duração de seis meses em assuntos como educação pré-escolar e escolar, aprendizagem do idioma alemão, fases de desenvolvimento da criança, educação sem violência, nutrição saudável e muitos outros temas. Depois do encerramento do curso as mães de bairro visitam as famílias da sua vizinhança. Durante um total de dez encontros é discutido a cada visita um tema diferente. As mães de bairro dão conselhos concretos como, por exemplo, inscrever a criança em uma creche para que, além de sua língua materna, aprendam cedo o idioma alemão. Elas propagam uma educação sem violência, e o respeito de direitos iguais para o fomento de meninos e meninas.

Desenvolveu-se durante o processo uma cooperação estreita com jardins de infância, pontos de encontro de pais e estações escolares, nos quais alunos podem trocar ideias com conselheiros em caso de problemas, bem como com os professores e educadores. Até junho de 2009 foram qualificadas mais de 160 mães de bairro e foram visitadas mais de 2.200 famílias. O modelo da comunicadora entre as culturas existe agora também em outros bairros de Berlim, bem como em outros municípios.

Neste meio-tempo, as Mães do Bairro também têm uma função exemplar no seu próprio ambiente social – mulheres que encontravam-se à margem da sociedade agora estão no centro da mesma.

Responsáveis pelo projeto:
Assistência Social da Diaconia Neukölln Oberspree e.V., Berlim em Cooperação com a Subprefeitura do Bairro Neukölln, a Secretaria para o Desenvolvimento Urbano, a Secretaria para Integração, Trabalho e Temas Sociais e a Agência Pública de Empregos de Neukölln, Berlin




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