Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Facebook


Pois é...estava lendo esse artigo agora e pensei cá comigo: eu não. E olhem que sou bem adepta de novidades e redes sociais. Entro em quase todas e algumas viraram mania em alguma época. Blogs, Fotologs, Flickr, Orkut, Twitter. E mais algumas outras como o SKOOB.

Blogs sempre foram bom para guardar novidades e assuntos que me interessam. Servem como um baú virtual. Fotologs uso para união e encontro familiar. É um meio fantástico de se visitar os parentes a toda hora. Temos fotologs da familia e comemoramos aniversários, nascimentos e crescimentos. O Flickr me ajuda a conhecer pessoas e o mundo através de fotos. O orkut era tri bom para xeretear a vida alheia. Coisa feia, mas quem nunca quis ver como aquele antigo namorado ficou depois de vinte ou trinta anos ???

O Twitter foi bom no inicio. Compartilhar navegação com pessoas interessantes. Até ser descoberto e virar um amontado de egos a procura de seguidores. Mas ainda é um local legal para falar sozinho, achar que está falando para o mundo e ser escutando por uma nata ( e é essa nata de pessoas que me faz continuar por lá).

Mas confesso que o tal de Facebook não me pegou. Nem as suas fazendinhas. E nem consigo ver o que tem de tão diferente e viciante. Entro sim, vejo alguma coisa, mas nunca me fisgou. Interessante.

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