O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Old times

Old times
Outro dia estava comentando no Twitter que eu costumava imprimir minhas fotos porque as mídias mudam com uma velocidade incrível e que corremos o risco de perder recordações. Uma amiga concordou e disse ter perdido várias fotos de sua infância no PC.
Fotos de infância no PC ???? Ao responder que ela devia ser bem jovenzinha, ainda acrescentei que quando eu era pequena não tinha nem TV. 

Como assim não ter TV ??? Foi o que ela me respondeu... e aí vemos o quanto mudou o mundo em cinco décadas. Nem TV havia, quanto mais telefone. Quanto mais comunicação instantânea. Não havia internet nem celular....
Não vou ficar aqui advogando os velhos e bons old times. O tempo passa e ele sempre traz boas coisas e traz também perdas.
Afinal o tempo é apenas uma convenção para delimitar passagens de anos e situar períodos de história.
Meio século é uma simples marca no calendário.
Calendário é o modo como os homens costumam catalogar os dias, meses, anos: o tempo.
Mas para nós, os reais personagens de nossa própria história, tempo é um somatório de momentos tantos, vividos e sentidos, marcas pessoais daquilo que chamamos vida.

Nossa vida.
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Comentários

  1. Se na minha infância tivesse vídeo-cassette, eu gravaria os programas favoritos para revê-los várias vezes.
    Com tanta tecnologia ainda não dá para dispensar o papel.
    Ainda tenho os meus diários de adolescente, embora tenha transcrito muitas coisas no blog.
    Vou me equilibrando.

    Uma Linda Semana!
    Beijos

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