Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Old times

Old times
Outro dia estava comentando no Twitter que eu costumava imprimir minhas fotos porque as mídias mudam com uma velocidade incrível e que corremos o risco de perder recordações. Uma amiga concordou e disse ter perdido várias fotos de sua infância no PC.
Fotos de infância no PC ???? Ao responder que ela devia ser bem jovenzinha, ainda acrescentei que quando eu era pequena não tinha nem TV. 

Como assim não ter TV ??? Foi o que ela me respondeu... e aí vemos o quanto mudou o mundo em cinco décadas. Nem TV havia, quanto mais telefone. Quanto mais comunicação instantânea. Não havia internet nem celular....
Não vou ficar aqui advogando os velhos e bons old times. O tempo passa e ele sempre traz boas coisas e traz também perdas.
Afinal o tempo é apenas uma convenção para delimitar passagens de anos e situar períodos de história.
Meio século é uma simples marca no calendário.
Calendário é o modo como os homens costumam catalogar os dias, meses, anos: o tempo.
Mas para nós, os reais personagens de nossa própria história, tempo é um somatório de momentos tantos, vividos e sentidos, marcas pessoais daquilo que chamamos vida.

Nossa vida.
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Comentários

  1. Se na minha infância tivesse vídeo-cassette, eu gravaria os programas favoritos para revê-los várias vezes.
    Com tanta tecnologia ainda não dá para dispensar o papel.
    Ainda tenho os meus diários de adolescente, embora tenha transcrito muitas coisas no blog.
    Vou me equilibrando.

    Uma Linda Semana!
    Beijos

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