Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura. Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...
Excelente lembrança, Elenara!
ResponderExcluirDe fato, a maioria das "soluções" ecológicas não atendem o aspecto econômico, e assim, no meu entender, deixam de ser soluções!
Mas existem boas idéias e iniciativas (como esta do Agostin e o ASBC), com custo muito baixo, cujo investimento retorna rapidamente com a economia que promove.
O uso da válvula acionadora de mictório no piso, em substituição da torneira convencional, por exemplo, é uma opção bem mais econômica do que a usual, assim como também pode ser a escolha de revestimentos para elevadores, com materiais mais leves do que os mármores e granitos que vemos constantemente aplicados nesta situação.
Foi neste espírito que o Agostin (generosa figura que tive o prazer de conviver) atacou o problema do chuveiro elétrico, que é o vilão do consumo energético habitacional no Brasil.
Que bom que podemos contar com a dedicação de gente como ele!
Oscar,
ResponderExcluirEsse é um tema a ser muito debatido. A ideia da sustentabilidade está em alta, e isso é motivo de júbilo com certeza. Não podemos todavia esquecer que se estamos nessa situação de ter que salvar o mundo é de nossa sociedade de consumo desenfreado que temos que repensar.
Ótimas tuas dicas, aliás como sempre é muito bem vinda e salutar tua participação por aqui.
Abraços