Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Imaginando o ontem - a primeira cidade

Sou uma fascinada pela história. Gosto de pesquisar e imaginar como seria o ontem. Aquele que era presente de tantos homens e mulheres que viveram tão antes, tiveram sonhos, construíram cidades, tinham rituais e deixaram para nós uma rica herança em sítios arqueológicos. E também uma série de interrogações.  

Foi munida desse espírito que fui ao almoço Clio saber mais sobre Çatal Hüyük, um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo, situado no sul da Anatólia (Turquia). 

Impressionante imaginar que as escavações minuciosas (que começaram em 1958) revelam milênios de vida dispostas em cerca de vinte camadas de vida que se sobrepõem e revelam a vida em comunidade através dos anos. 

Vida aliás peculiar porque as habitações (ou cubículos) não tinham portas como as que conhecemos. Elas tinham acesso pelos tetos, através de escadas. Não era uma comunidade murada o que talvez significasse que não temiam invasões humanas, mas talvez se protegesse de animais. Perguntas. Muitas já que não existem registros que nos respondam de forma cabal os porquês daquelas pessoas. 

Seus totens, seus mortos, suas casas e pinturas nos acompanham em pesquisas. E hoje particularmente, em um almoço quase 7.000 anos depois de suas vidas. Isso é muito mágico. De certa forma nos une em humanidade, em seres que procuram estar juntos, em construir comunidades, em viver em cidades. 

Observar e tentar entender como se construíram as primeiras cidades, primeiro cenário proto-urbanístico, como bem definiu o prof. Dr. Francisco Marshall na sua fantástica palestra, talvez nos desvende o que procuramos ainda hoje nas nossas.


Cardápio

gastronomia da chef Carine Tigre.
 



Entrada
Tabule com mix de folhas e pesto de hortelã



Prato principal
Fatté de carne na coalhada com cevadinha e grão de bico




Sobremesa
Ataif de ricota e nozes com calda de flor de laranjeira


Fonte das imagens da cidade AQUI  
Fotos do almoço Elenara Stein Leitão

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