Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Vamos comer plástico no futuro? Talvez. Conheça o Fungi Mutarium

"E se pudéssemos transformar um problema ambiental (resíduos) em uma solução ambiental (alimentos)?"

Já pensaram se os imensos descartes de plásticos descartados pudessem ser transformados em alimentos? Uau! Dois problemas em uma só solução! Seria genial e talvez um dia seja realidade. Pelo menos é o que acredita Katharina Unger. Em parceria com a Universidade de Utrecht está pesquisando um sistema de cultivo de fungos que comem plástico! Nossa, os cogumelos seriam o grande gol da humanidade!

A designer está desenvolvendo conceitualmente uma mini fábrica para o cultivo desses fungos, que são comestíveis, e que adoram consumir um plástico. Segundo o seu site, o processo de transformar problema em solução consiste em colocar o plástico primeiro sobre uma luz UV que o esteriliza e onde começa o processo de degradação. Depois ele é "colocado em uma zona de crescimento (fica em capsula em forma de ovo feita a partir de agar". O processo continua com a colocação do "micélio diluído, adicionado ao FU" que começa lentamente a consumir o material plástico. O processo é um pouco complexo e está ainda em estudos para que seja otimizado. Mas o conceito é por si só bastante interessante.
Será que o futuro nos reserva comer o que consumimos em demasia? Seremos a nossa própria solução? Especulações por enquanto. Mas especulações científicas já que existe um estudo real sendo feito. Dos cogumelos comestíveis de laboratório à mesa da população existe uma grande distância em pesquisa, testes e garantias de segurança alimentar.


Mas tudo o que consumimos hoje já foi sonho algum dia. Quem sabe o que o futuro nos reserva. Até lá, convém pensar nas ações que levam à esse consumo desenfreado.


Fotos:  Paris Tsitos

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