A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Vamos comer plástico no futuro? Talvez. Conheça o Fungi Mutarium

"E se pudéssemos transformar um problema ambiental (resíduos) em uma solução ambiental (alimentos)?"

Já pensaram se os imensos descartes de plásticos descartados pudessem ser transformados em alimentos? Uau! Dois problemas em uma só solução! Seria genial e talvez um dia seja realidade. Pelo menos é o que acredita Katharina Unger. Em parceria com a Universidade de Utrecht está pesquisando um sistema de cultivo de fungos que comem plástico! Nossa, os cogumelos seriam o grande gol da humanidade!

A designer está desenvolvendo conceitualmente uma mini fábrica para o cultivo desses fungos, que são comestíveis, e que adoram consumir um plástico. Segundo o seu site, o processo de transformar problema em solução consiste em colocar o plástico primeiro sobre uma luz UV que o esteriliza e onde começa o processo de degradação. Depois ele é "colocado em uma zona de crescimento (fica em capsula em forma de ovo feita a partir de agar". O processo continua com a colocação do "micélio diluído, adicionado ao FU" que começa lentamente a consumir o material plástico. O processo é um pouco complexo e está ainda em estudos para que seja otimizado. Mas o conceito é por si só bastante interessante.
Será que o futuro nos reserva comer o que consumimos em demasia? Seremos a nossa própria solução? Especulações por enquanto. Mas especulações científicas já que existe um estudo real sendo feito. Dos cogumelos comestíveis de laboratório à mesa da população existe uma grande distância em pesquisa, testes e garantias de segurança alimentar.


Mas tudo o que consumimos hoje já foi sonho algum dia. Quem sabe o que o futuro nos reserva. Até lá, convém pensar nas ações que levam à esse consumo desenfreado.


Fotos:  Paris Tsitos

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