Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Vamos comer plástico no futuro? Talvez. Conheça o Fungi Mutarium

"E se pudéssemos transformar um problema ambiental (resíduos) em uma solução ambiental (alimentos)?"

Já pensaram se os imensos descartes de plásticos descartados pudessem ser transformados em alimentos? Uau! Dois problemas em uma só solução! Seria genial e talvez um dia seja realidade. Pelo menos é o que acredita Katharina Unger. Em parceria com a Universidade de Utrecht está pesquisando um sistema de cultivo de fungos que comem plástico! Nossa, os cogumelos seriam o grande gol da humanidade!

A designer está desenvolvendo conceitualmente uma mini fábrica para o cultivo desses fungos, que são comestíveis, e que adoram consumir um plástico. Segundo o seu site, o processo de transformar problema em solução consiste em colocar o plástico primeiro sobre uma luz UV que o esteriliza e onde começa o processo de degradação. Depois ele é "colocado em uma zona de crescimento (fica em capsula em forma de ovo feita a partir de agar". O processo continua com a colocação do "micélio diluído, adicionado ao FU" que começa lentamente a consumir o material plástico. O processo é um pouco complexo e está ainda em estudos para que seja otimizado. Mas o conceito é por si só bastante interessante.
Será que o futuro nos reserva comer o que consumimos em demasia? Seremos a nossa própria solução? Especulações por enquanto. Mas especulações científicas já que existe um estudo real sendo feito. Dos cogumelos comestíveis de laboratório à mesa da população existe uma grande distância em pesquisa, testes e garantias de segurança alimentar.


Mas tudo o que consumimos hoje já foi sonho algum dia. Quem sabe o que o futuro nos reserva. Até lá, convém pensar nas ações que levam à esse consumo desenfreado.


Fotos:  Paris Tsitos

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