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Nem nos sonhos as cidades são seguras para as mulheres

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  Por que o urbanismo ainda ignora o corpo feminino? Às vezes os sonhos, mesmo que sejam pesadelos, são mais honestos do que qualquer relatório técnico. Relatei um desses que tive onde estava sozinha tendo que caminhar ao anoitecer no centro de minha cidade. Ainda haviam pessoas no sonho, mas a sensação de medo era palpável.  O inconsciente nos revela várias camadas adormecidas por meio dos sonhos. A gente acorda pensando naquilo. Sentindo as emoções daquilo. Sabendo que são insights simbólicos, alguns claros, outros escondidos. Como tudo na mente da gente. Essa diabinha que não para de se expandir. E de exigir atenção, feito criança birrenta. Espaços externos x espaços internos. Primeiro literais que sonho de arquiteta é repleto de detalhes espaciais. Chega a cansar de tanta coisa. Tem até escada inacessível que deixa a gente indignada até no sonho! E ele não te poupa da realidade. E quando tenta analisar aquele pesadelo, observa que na lista de recados simbólicos, a gente lê...

Casa sobre caixa d'água com espaços muito charmosos

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Uma escada florida levando à vários espaços em uma casa que foi construída sobre uma antiga caixa d'água com 86 anos. Um complexo projeto para uma residência em uma vila simples numa cidade chinesa.  Um projeto de baixo orçamento, com pouco tempo para execução e tolhido pelos códigos de construção em um bairro muito apertado e que resultou em um pequeno espaço de 34 m2, mas cheio de conteúdo para uma família de seis pessoas.  Nas fotos das áreas internas se percebe a delicadeza do projeto e como os espaços se conformam fazendo com que o proprietários possa ter felicidade e dignidade. Como os arquitetos descrevem em seu site:  Quando a porta fechasse, ele seria rei como desejasse. Pequenos detalhes como a pintura clara que diferenciaram o volume do resto das construções marcou o volume de forma harmoniosa e fez diferença no projeto. Fotos e projeto @Wutopia Lab Local: Xangai, China - 2015 Gostou? Compartilhe em suas redes ...

Cinco bares restaurantes cheios de charme

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O escritório de arquitetura australiano Biasol é responsável pelo projeto dos cinco charmosos bares e restaurantes que mostramos a seguir.  O Feast of Merit é um r estaurante que oferece alimentos eticamente sustentáveis em um ambiente criativo com reaproveitamento de materiais e mobiliário em Richmond, na Austrália. O desafio foi transformar o que era um café decadente em um ambiente charmoso e com um serviço de qualidade. O  Bang Bang  é um bar e restaurante com inspiração asiática. Sua fachada é considerada como patrimônio e no interior os arquitetos primaram pelas texturas ricas que transmitissem um ambiente de alto astral e diversidade.  O  Little Hugh  situado em Melbourne tem toques geométricos gerados pelo computador e estilo mais minimalista. A paleta de cores é um dos pontos altos do projeto, combinando madeira clara com tinta azul-petróleo.    O Little Oscar é um restaurante bar com comidas americanas e co...

Uma linguagem universal onde todos somos fluentes. E você talvez nunca tenha se dado conta disso

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Nesse nosso mundo de Babel com distâncias virtuais curtas e acesso físico facilitado (se você tem dinheiro e não é refugiado), a comunicação direta e rápida é um atrativo instantâneo. Saber várias línguas ajuda bastante, ter um tradutor simultâneo (sempre lembro de Star Trek e do seu tradutor universal...) mas e se eu te dissesse que sim, existe uma linguagem de alcance poderoso onde todos somos fluentes? Tudo bem, confesso, eu também nunca me tinha dado conta até escutar esse TED Talk onde o ilustrador Christoph Niemann falou sobre ela.

Quem ainda lê blogs?

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Falando por falar eis-me aqui, já tarde da noite, tentando fazer algo já tão ultrapassado nesses dias que correm: ESCREVER. Não apenas escrever em vez de gravar um vídeo ou postar uma imagem, mas escrever em um blog.  Quem ainda lê blogs?     As palavras ainda tem lugar nos tempos de agora? Mergulhar na leitura demanda tempo, demanda foco, demanda domínio da linguagem e da compreensão de textos. E demanda também aprofundamento por parte de quem escreve para que o que saí da mente possa ter alguma relevância. Há técnicas para caçar palavras chaves e a escrita acaba sendo mais dirigida aos robôs do Google que ao coração e mente do leitor. E mais do que nunca me lembro da frase que aprendi no mestrado da Engenharia de Produção: diga-me como me medes e te direi como produzo.     Quem ainda me lê, procura o quê? Informação sem dúvida, mas estará também interessado em saber o que pensa e sente essa pessoa que tecla?  O que sentimos ...

Libeskind falando por 17 palavras de Arquitetura

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Estamos acostumados a julgar a obra de arquitetos pelos olhos. Olhamos seus projetos, sejam desenhos, maquetes eletrônicas ou mesmo fotos quando já estão prontos. Visualizamos os espaços que criaram e eles falam ao nosso senso estético que é muito baseado na visão. Mas e quando os percebemos por palavras? Quando eles falam de 17 palavras que inspiram a Arquitetura e sentimos suas obras e suas almas expondo suas visões. É o exercício que me permiti ao ouvir o vídeo onde Daniel Libeskind compartilha algumas palavras (e ele o faz em uma contraposição muito interessante com os opostos) e nos mostra a sua essência ao criar. Podem não concordar com a sua posição, podem até não gostar de suas obras, não é o fundamental. O foco é sentir a paixão e como as palavras podem expressar todo um afazer arquitetônico nos mostrando que Arquitetura se faz de todos os sentidos, mas principalmente de conteúdo e posicionamento. Expo Milão 2015: Pavilhão de Vanke / Daniel Libeskind, © Huft...