O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Reforma Sustentável de Casa Vitoriana usa concreto de cânhamo e LC3

 


O escritório de arquitetura britânico Cairn nos presenteia com um projeto inspirador: a reforma e ampliação de uma casa vitoriana com foco na redução do impacto ambiental. A iniciativa demonstra como a arquitetura sustentável pode ser integrada de forma harmoniosa em diferentes estilos, inclusive em construções históricas.

Priorizando a Sustentabilidade:

O projeto teve como objetivo principal minimizar o impacto ambiental da reforma. Para isso, os arquitetos adotaram diversas estratégias:
  • Redução do uso de materiais com alta pegada de carbono: aço, concreto e revestimentos internos foram utilizados com moderação. Essa escolha resultou em uma redução de 40% no "Lifetime Carbon" da construção em comparação com métodos convencionais.
  • Reutilização e reaproveitamento de elementos: sempre que possível, elementos da construção original foram mantidos ou reaproveitados, reduzindo a necessidade de novos materiais e diminuindo o desperdício.
  • Estruturas de madeira desmontáveis: estruturas de madeira foram utilizadas no lugar do aço convencional, com a vantagem de serem totalmente desmontáveis ao final da vida útil da edificação, facilitando a reciclagem e minimizando o impacto ambiental.
  • Materiais de base biológica: em casos onde novos materiais foram necessários, a equipe optou por alternativas de base biológica, como cortiça, fibra de madeira, lã de madeira, gesso de cal e concreto de cânhamo. As paredes de cânhamo expostas, moldadas à mão, são um belo exemplo dessa filosofia.
  • Concreto de cimento de argila calcinada de calcário (LC3): o projeto é pioneiro no Reino Unido por utilizar esse material inovador, que tem potencial para reduzir as emissões globais de CO2 em 1 a 2% se adotado em larga escala.




Aplicações no Brasil:

No Brasil, a rica diversidade de climas e biomas oferece um leque de oportunidades para a aplicação de princípios da arquitetura sustentável. O uso de materiais locais e de baixo impacto ambiental, como madeira de reflorestamento, adobe e tijolos de barro, deve ser incentivado. Além disso, técnicas como captação de água da chuva, reuso de água cinza e energia solar podem ser facilmente integradas aos projetos, reduzindo o consumo de recursos naturais e diminuindo a conta de energia.

Conclusão:

A reforma da casa vitoriana pelo Cairn é um exemplo inspirador de como a arquitetura pode contribuir para um futuro mais sustentável. Ao aliar criatividade, conhecimento técnico e responsabilidade ambiental, os arquitetos demonstram que é possível construir com estilo e consciência, preservando o planeta para as próximas gerações.

Fotos: James Retief / David Grandorge




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