Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

MG08 habitação flexível

Studio Burr foto de Maru Serrano e José Hevia


Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr, foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.  

Studio Burr foto de Maru Serrano e José Hevia

Studio Burr foto de Maru Serrano e José Hevia

Studio Burr foto de Maru Serrano e José Hevia


María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente.
planta baixa

Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção. 

Studio Burr foto de Maru Serrano e José Hevia

Studio Burr foto de Maru Serrano e José Hevia
Studio Burr foto de Maru Serrano e José Hevia


Segundo o site dos arquitetos,  " a morfologia deste espaço, ajustada à estrutura do edifício sob o qual se insere, permite que os espaços sejam parcialmente modificados, permitindo que uma habitação se prolongue em detrimento da outra, sem a necessidade de unificá-los diretamente em uma única peça". 

Veja mais em MG08 

fotos de Maru Serrano e José Hevia

Comentários

  1. Sobreviveu a covide?
    Espero que sim e todos os seus entes queridos
    Perdi o seu celular
    O meu é 999498345
    Me liga pra matar a saudades

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sobrevivi, sim. Que bom que tu também. Perdi foi o teu nome...

      Excluir

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