Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Bairro flutuante e sustentável na Holanda

Que tal morar em um bairro sustentável e sobre as águas? Já existe em Amsterdã, na Holanda, um bairro assim, criado pelos seus habitantes. Seu nome é Schoonschip - o termo holandês para “navio limpo”.


Um projeto ainda pequeno, 46 casas autossuficientes em 30 arcas flutuantes.  As residências são aquecidas por painéis solares e bombas de calor, possuem telhado verde e logo as águas residuais dos banheiros será aproveitada em energia.


O escritório Space & Matter foi contratado para desenvolver o plano urbano para o bairro sobre as águas. 

Desenvolveram um projeto comunitário de comunidade inteligente circular que resultou nas 30 arcas que ligam as casas ao bairro com todas as infraestruturas técnicas necessárias para o funcionamento da comunidade. 

Os moradores fizeram as casas com os arquitetos de suas preferências. 

Além do planejamento urbano, Schoonschip é também sustentável no aspecto social: seus moradores atuam em comunidade para melhorar e coordenar seu bairro. Compartilham carros elétricos comunitários ao invés de terem carros particulares.  

"Schoonschip demonstra como bairros circulares podem ser criados por residentes, assumindo a responsabilidade por seu consumo de recursos e resíduos, e trabalhando juntos para alcançar o fechamento do circuito local."



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