Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Bairro flutuante e sustentável na Holanda

Que tal morar em um bairro sustentável e sobre as águas? Já existe em Amsterdã, na Holanda, um bairro assim, criado pelos seus habitantes. Seu nome é Schoonschip - o termo holandês para “navio limpo”.


Um projeto ainda pequeno, 46 casas autossuficientes em 30 arcas flutuantes.  As residências são aquecidas por painéis solares e bombas de calor, possuem telhado verde e logo as águas residuais dos banheiros será aproveitada em energia.


O escritório Space & Matter foi contratado para desenvolver o plano urbano para o bairro sobre as águas. 

Desenvolveram um projeto comunitário de comunidade inteligente circular que resultou nas 30 arcas que ligam as casas ao bairro com todas as infraestruturas técnicas necessárias para o funcionamento da comunidade. 

Os moradores fizeram as casas com os arquitetos de suas preferências. 

Além do planejamento urbano, Schoonschip é também sustentável no aspecto social: seus moradores atuam em comunidade para melhorar e coordenar seu bairro. Compartilham carros elétricos comunitários ao invés de terem carros particulares.  

"Schoonschip demonstra como bairros circulares podem ser criados por residentes, assumindo a responsabilidade por seu consumo de recursos e resíduos, e trabalhando juntos para alcançar o fechamento do circuito local."



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