Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Pavilhão de livros - uma experiência imersiva e mágica

Livros...a experiência não apenas de ler, mas folhear ludicamente as páginas que se mostram a nossa frente para uma experiência muito sensual de descoberta, de desnudamento, de ânsia de sentir enquanto lê.

Uma experiência diferente da leitura em meios digitais. Talvez por isso muitas pessoas não se acostumem com manusear um leitor de ebooks. Não me incluo nelas, mas mantenho sim um fascínio imenso e muito maior pelos livros impressos. 

E como manter esse fascínio aceso e colocar o livro ao alcance de um número maior de pessoas? E como chamar a sua atenção nesses tempos de tantos apelos? Foi isso que me despertou este projeto que o grupo Snøhetta projetou para um pavilhão de livros em Londres. 
Mesmo usando dos recursos de uma biblioteca como as que conhecemos, o conceito circular, feito com portas giratórias e rotativas feitas de latão patinado faz com que o leitor seja atraído e cooptado para uma armadilha do bem, já que o movimento das paredes criam espaços com as mais variadas sensações que tanto podem contemplar momentos mais silenciosos e íntimos, como encontros mais públicos.



Em cada livro do pavilhão há uma inscrição: 

"A leitura nos dá um lugar para ir. Um lugar para fugir. Este livro vive no Pavilhão do Livro Snøhetta em Paddington Central, mas sua história não termina quando você lê o último capítulo. Por favor, aproveite este livro e traga-o de volta para o Pavilhão do Livro de Snøhetta para que outra pessoa possa mergulhar na alegria da leitura."


Veja AQUI outros projetos do Snohetta que já publicamos

Veja também outro exemplo de pavilhão para leitura em Arquitetura do bem

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