Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Habitações pré-fabricadas verticais diferenciadas

Como construir casas pré-fabricadas que possam ser expandidas em um país com escassez de terras? Usando plantas verticais como fez o arquiteto holandês Hans van Heeswijk com seu projeto chamado de Meandering Tower House que foi desenvolvido após uma viagem de estudos sobre casas pré-fabricadas na América do Norte.



Embora possa parecer inacessível para alguns, a construção verticalizada de casas mais populares e/ou pré-fabricadas pode ser uma alternativa a ser estudada em locais onde a terra seja cara ou de difícil acesso à todos.

Com uma bela vista e ventilação, as torres holandesas abrigam diferentes funções por andar e podem ter a alturas variáveis, dependendo das necessidades de cada família. Há a possibilidade de encaixes diferenciados permitindo escapar da padronização que essas habitações geralmente acabam tendo.





O que lhes parece? Uma solução viável? Na verdade vemos muitas dessas tipologias, algumas sem tanta qualidade, em muitas de nossas cidades aqui no Brasil. Mesmo com a imensidão de terras, a concentração e a violência urbana fazem com que as pessoas optem por condomínios fechados que oferecem o maior número possível de residências em um terreno. Penso na acessibilidade e no transtorno que causam as escadas em idosos e mesmo em jovens que porventura tenham algum impedimento para subi-las. E vocês, o que acham?

Fotos: site do arquiteto

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