Pular para o conteúdo principal

Pequenas alterações mudam sala de estar - Meus Projetos

Você sabia que os arquitetos podem ser chamados para pequenas alterações que não apenas resolvem os problemas dos clientes, mas também renovam os ambientes?

Vou mostrar nessa postagem um projeto que fiz para um casal de amigos que me chamaram para ver o que fariam com moveis que estavam minados de cupins. Além disso precisavam ter mais espaço na sala para todos se reunirem para ver TV.  
Eles tinham vários pontos positivos. Um deles uma pintura que valorizava a estrutura e por isso foi mantida. Os vários quadros e objetos de decoração, muitos de valor sentimental imenso também enriqueciam a sala que era cheia de personalidade.
Pontos a manter: o grande armário da sala com a TV todo em madeira. O sofá de canto, a mesa da sala de jantar.

Alterações

O ponto chave foi modificar a modulação do sofá, passando o módulo de canto para perto da janela. Com isso aumentamos a sensação de amplitude que forneceu o espaço para as pessoas e crianças poderem confraternizar com conforto.  
Como a sala tinha características de decoração de décadas atrás e o móvel de madeira da TV iria continuar, com um volume grande, optamos por retirar o antigo rebaixo em madeira e trocar por um de gesso acartonado que proporcionou mais leveza e permitiu que se usasse efeitos de iluminação.
Para acomodar a grande necessidade de tomadas e não deixar que se formasse um vão atrás do sofá que, na nova disposição, ultrapassou os 5 cm de saliência da coluna do prédio, usamos um anteparo também em gesso acartonado. Bingo! Fechamos o vão e colocamos as tomadas necessárias para que quem senta no sofá possa recarregar seus celulares ou usar da maneira que mais lhe for útil.  
 No espaço onde ficava o antigo móvel foi colocado um armário alto, de cor clara, que acomodasse toda a louça e objetos que estavam no móvel antigo que era baixo. O vidro curvo da parte superior do antigo armário foi reaproveitado com novos pés na parte curva do sofá, que agora está junto à janela.  
 Como o novo móvel fica na entrada, a solução foi criar uma parte aberta que dá leveza ao mesmo tempo que abriga o telefone.
Um móvel claro foi usado para acomodar a TV no armário existente e se criou uma série de tomadas para substituir os antigos "benjamins" que haviam ali.

A sala de jantar ganhou um novo aparador também em revestimento claro e um lustre mais cheio de estilo. 

 Os quadros do casal ganharam um novo arranjo.
E o resultado final atendeu às suas necessidades de uma área mais aberta para convivência, sem perder as características originais, com reaproveitamento de móveis e poucas alterações (também trocamos o antigo rodapé de madeira por outros mais altos e claros)  


Fotos de Elenara Stein Leitão e Ricardo Golbert

Gostou? Compartilhe e nos siga também nas redes sociais

Twitter Flipboard Facebook Instagram Pinterest
snapchat: arqsteinleitao

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Slim Fit, uma micro casa que tem muito espaço

  Uma micro casa vertical de 50m², vencedora do Design Awards 2018 na cateHabitat, chamada de SLIM FIT House pela arquiteta portuguesa radicada na Holanda, Ana Rocha , é uma proposta de moradia permanente para pessoas que moram sós nas grandes cidades. Segundo o site da arquiteta, a micro-residência, que ocupa menos que duas vagas de estacionamento, tem como conceito ser projetada " para o grupo crescente de solteiros que preferem a localização ao invés do tamanho, e que desejam viver de forma compacta, mas confortável, durável, cheia de identidade e, acima de tudo, centralmente em contextos urbanos." A casa vertical joga bem com a equação sensação de espaço e economia de metragem. Setoriza área de alimentação, refeições e despensa no térreo. Uma escada, sutilmente mesclada a um armário estante faz a ligação aos outros andares. No segundo, um estar e dormitório e banheiro no terceiro.     Fotos: Christiane Wirth Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Faceboo

Transformando um problema em solução - impressão 3D

Uma cabana feita com impressão 3D usando concreto e uma madeira que era imprestável, porque destruída por um inseto invasor, é o projeto realizado pelos professores de arquitetura, Leslie Lok e Sasa Zivkovic, da Cornell University. O Emerald Ash Borer é um besouro que ataca bilhões de freixos em todos os Estados Unidos e as inutiliza para o uso comercial. fazendo com que as árvores infestadas sejam queimadas ou simplesmente largadas como refugo. Foi pensando neste problema que os pesquisadores da HANNAH chegaram a essa solução de aproveitamento da madeira para construção. Para tanto construíram uma plataforma robótica para processar essa madeira que seria descartada. Como isso foi feito? Usando um braço robótico que antes construía carros e foi adaptado para dar forma à madeira, aliado a um sistema de impressão 3D que usa uma quantidade mínima necessária de concreto. O resultado? Fotos: HANNAH / Andy Chen / Reuben Chen Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook  

John Lautner - um arquiteto que aliou beleza à funcionalidade

Walstrom House Gosto de pesquisar casas com um toque de aconchego e que possam servir de inspiração para futuras residências compartilhadas com amigos , e esta imagem me chamou a atenção no  pinterest . Pensamos em algo no estilo Tiny Houses , mas não descartamos ideias incríveis como as desta casa. Olhando o interior, me apaixonei e fui em busca de mais informações sobre ela e seu autor. Foi assim que descobri John Lautner .   Walstrom House - foto de Jon Buono Esta casa de madeira, batizada de Walstrom House, foi construída em 1969, em Santa Monica, na Califórnia. Seu arquiteto foi  John Lautner , um dos primeiros aprendizes de Frank Lloyd Wright, no primeiro grupo de Taliesin Fellows. Nascido em 1911, e sendo sua mãe, Catheleen Gallagher, desenhista de interiores e talentosa pintora, a teve como influência na sua opção pela arquitetura.  Sua carreira foi marcada por grandes aprendizados. Além do mestre FLW, também manteve parcerias com Samuel Reisbord, Whitney R. Smith e Douglas H

Redes sociais, o aprendizado e as interações perdidas e achadas

Sim que a vida digital trouxe uma série de vantagens em nossas vidas. Posso ser jurássica e em muitos casos, ainda analógica, mas amo uma interação social e profissional virtual. Um dos grandes locais onde conheci vários amigos super queridos, profissionais, que tanto me acrescentaram, foi o grupo de Arquitetura do Yahoo. Lembro até hoje quando li em uma revista de arquitetura sobre ele, me inscrevi e lá estava eu no meio de debates de todas as matizes e locais. Por isso senti profundamente quando os grupos daquela plataforma foram extintos.  Leia também  Nuvem passageira Por sorte, também sou acumuladora em redes virtuais . Meu espaço de email guarda uma série de debates desde 2005. Às vezes volto a eles e constato o quanto tem de assuntos relevantes, inclusive para os dias atuais. Fazendo uma breve reflexão tendo a pensar que, nesses 15 anos de interação virtual e convivência em redes, perdemos muito em profundidade de debates, embora tenhamos crescido em possibilidades. Lógico que f