Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Casa Duna - arquitetura mimética


Uma casa que se mescla à paisagem e quase se confunde com ela. Internamente é feita como uma espinha de animais com sua estrutura metálica. Externamente se parece com uma duna, daí o seu nome.


Uma construção de 175 m2 em uma zona rural da Letônia para uma família jovem resultou nesse volume surpreendente em uma planta baixa comprida e estreita e de formas inusitadas.  

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"Nós estávamos pensando em uma arquitetura capaz de misturar-se com o meio ambiente mas sem abrir mão de sua própria identidade" ARCHISPEKTRAS


A casa, como uma residência de campo e refúgio, traz soluções interessantes que alia a simplicidade de planta baixa e volume, ao mesmo tempo em que foge das soluções tradicionais para esse tipo de programa. A começar pela estrutura em aço pré-fabricado que agilizam a montagem.


O recobrimento da cobertura mantém a inclinação acentuada de climas frios e usa de um material que se assemelha às ondulações naturais do terreno em forma e cor.
Internamente podemos notar as claraboias que cortam a casa e garantem a luminosidade natural. Os espaços se abrem ao claro e o uso de cores claras no revestimento ajudam na sensação de amplidão do espaço.

Cortinas opacas móveis ajudam a regular a transição de privacidade e contato com a natureza. 

Fotos: Juozas Kamenskas

Projeto: ARCHISPEKTRAS

(Via )

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