Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Kasita: IPhone de casas inteligentes


Olha só que proposta interessante! Uma casa pré fabricada (Kasita - gostei do termo) pequeninha, com 30 m2, parecendo um contêiner e que pode ser transportada e encaixada em estruturas pré existentes, chamadas docas, formando um edifício. 

Nessa era de muito descarte, me parece uma boa solução se poder movimentar as casas, e apostar em estruturas que sejam ágeis e enxutas. Pelo menos para uma população que necessite mobilidade e/ou tenha um orçamento reduzido. E com a vantagem de poder aproveitar terrenos desocupados nas cidades (já falei sobre um projeto semelhante usando contêineres em edifício comercial). 

E elas já vem equipadas com termostato e eletrodomésticos padrão, além de outras facilidades e mobiliário inteligente.

  
"Isto é como o iPhone de casas inteligentes. Torna-se uma extensão de si mesma." CEO Jeff Wilson 
Em Austin, nos EUA, já existe um exemplo de Doca, onde as Kasitas possam ser empilhadas como se fossem pequenos barcos. E ali tem os serviços urbanos de água, luz e saneamento disponíveis na cidade. É ideia da empresa lançar mais dessas docas por outras cidades. A ideia é que seja possível mudar-se apenas "navegando" com a sua Kasita para outra cidade. ou que sejam formas mais baratas de alugar pequenos espaços quando se viaja ou se trabalha em outras cidades.
 

 Utopia? Realidade? Cada vez mais os terrenos urbanos se tornam caros e a oferta de infra estrutura pode ser onerosa para o poder público (e para nós, em forma de impostos). A ideia de pequenos barcos casas pode ser um bom apelo dependendo do preço de venda ou aluguel. A conferir.

Via http://blog.is-arquitectura.es que sempre tem assuntos muito interessantes.





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