Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Kasita: IPhone de casas inteligentes


Olha só que proposta interessante! Uma casa pré fabricada (Kasita - gostei do termo) pequeninha, com 30 m2, parecendo um contêiner e que pode ser transportada e encaixada em estruturas pré existentes, chamadas docas, formando um edifício. 

Nessa era de muito descarte, me parece uma boa solução se poder movimentar as casas, e apostar em estruturas que sejam ágeis e enxutas. Pelo menos para uma população que necessite mobilidade e/ou tenha um orçamento reduzido. E com a vantagem de poder aproveitar terrenos desocupados nas cidades (já falei sobre um projeto semelhante usando contêineres em edifício comercial). 

E elas já vem equipadas com termostato e eletrodomésticos padrão, além de outras facilidades e mobiliário inteligente.

  
"Isto é como o iPhone de casas inteligentes. Torna-se uma extensão de si mesma." CEO Jeff Wilson 
Em Austin, nos EUA, já existe um exemplo de Doca, onde as Kasitas possam ser empilhadas como se fossem pequenos barcos. E ali tem os serviços urbanos de água, luz e saneamento disponíveis na cidade. É ideia da empresa lançar mais dessas docas por outras cidades. A ideia é que seja possível mudar-se apenas "navegando" com a sua Kasita para outra cidade. ou que sejam formas mais baratas de alugar pequenos espaços quando se viaja ou se trabalha em outras cidades.
 

 Utopia? Realidade? Cada vez mais os terrenos urbanos se tornam caros e a oferta de infra estrutura pode ser onerosa para o poder público (e para nós, em forma de impostos). A ideia de pequenos barcos casas pode ser um bom apelo dependendo do preço de venda ou aluguel. A conferir.

Via http://blog.is-arquitectura.es que sempre tem assuntos muito interessantes.





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