Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Monte e desmonte seu escritório - conteineres

Aproveitar terrenos vazios em centros urbanos para fazer um conjunto de escritórios que possam ser montados e desmontados parece uma solução bem lógica. Ainda mais se pensarmos no custo de um terreno urbano. Pois foi essa a solução proposta pelo estúdio japonês Daiken-Met Architects. 

Usando uma estrutura em aço como base para os conteineres, o conjunto 
Sugoroku ainda conta com madeira compensada e/ou madeira oriunda de embalagens nos seus interiores. O acesso se dá por passarelas externas.

Uma ideia interessante e bastante prática. Fiquei pensando nas instalações provisórias das arenas da Copa do Mundo. Ouvi falar em custos de milhões de reais para essas construções que devem ser desmanchadas depois. Uma solução similar não seria mais lógica?
 Além de soluções empresariais temporárias, essa solução poderia ser usada para residências emergenciais no caso de tempestades e desabamentos, por exemplo.
Vi esses dias uma proposta de uma arquiteta americana que propôs uma casa em módulos. Módulos de quartos, de cozinhas, etc. Achei também bastante interessante. A ideia é que se pode mudar uma cozinha trocando o módulo usado (que pode ser vendido por outro novo e diferente). Confesso que uma das coisas que me dói em uma reforma é ver ambientes praticamente novos serem demolidos porque saíram de moda, ou porque o novo proprietário não gosta do que o anterior fez. E muitas vezes são espaços que estão bons. Haja conversa do arquiteto para convencer a fazer um retoque. Nem sempre se convence. E lá vem demolição, desperdício e a sustentabilidade que passe longe.

Hora de se pensar em novas práticas. Urgente.

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