A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Casa Ponte feita com madeira de demolição

Um grande terreno na região dos lagos no Chile. Um córrego atravessa o terreno. O projeto dos arquitetos do estúdio de Aranguiz-Bunster Arquitectos é uma construção de 220 m2 que se assemelha a uma ponte - daí o nome da casa.
Dois blocos de concreto ampara o volume da residência e apoiam três vigas de ferro em um vão de 12 metros. Para a construção foram usadas madeiras locais sustentáveis, foram usadas madeiras de demolição de antigas casas locais.
















Fotos : Nico Saieh

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