Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Para namorar

Dia de namorar....

E tem dia marcado para quem ama? Uma vez tinha. Quarta e sábado. Eram os dias do sofá. Namorados se encontravam, faziam juras de amor comportadas, ou nem tanto, no sofá da sala. 

Gozado como alguns hábitos parecem tão antigos.

Hoje namorar é também palavra meio antiga. As pessoas ficam. Ou casam de supetão. Com festa ou sem também. 

Pessoas amam com explosão. Tão rápido como então. Talvez com a mesma sofreguidão.

Mas a entrega? Seria com tanta duração? 

A gente pode divagar sobre o amor. Pode fazer verso de pé quebrado. Pode falar com experiência ou com teoria. Mas uma coisa ainda é certa. Amor sempre tem explosão.

Toda gente tem precisão de amar. Tem sede de momentos e locais onde olhar olho a olho. Seja para amor de momento, seja para aqueles que chegam para ficar. Para sempre.

Para sempre é tempo demais. Eternidade pode ser um instante.

Gente que completa a gente não aparece a todo instante. Tem namorado, amigo, amante, marido/mulher que mal conhece nossos sonhos. Tem quem chegue de repente e se aposse sorrateiro de nossa essência. 

Amor se explica não.
Local para amar é mais simples. Junte um tanto de mistério. Uma pitada de sonho. Um cheiro de sedução. Água, vela. Óleo de massagem. Cada um com a sua receita.
Uns namoram em castelo. Outros em casa de árvore. Outros apenas abaixo do céu. Quem ama de verdade toma espumante em copo de plástico, brinda em parque urbano, ouve violino em baile de carnaval. Gente que ama vive em outro mundo, outra dimensão. 

Caminha na rua, trabalha, parece até gente normal. Mas se olhar no canto do olho, vai notar um brilho de todo diferente.

Um brilho maroto, um brilho que mistura sorriso e poder. Gente que ama é bonita. Generosa. Tem magia no andar, tem leveza e uma beleza que não se explica. Gente que ama é preciosa. 

Por isso lugar para namorar nem precisa muita coisa não. Amor não tem receita.

Amor se faz bonito só por ser. 

Um carinho, um vinho, um agrado. Um cartão com um querer-te, precisar-te, amar-te basta. Gente que ama quer de presente o cheiro, o abraço, o querer do outro.

Namorar tem ritual? Tem sim. O ritual de se fazer sempre melhor para o amado. A sedução do olhar sorridente e mágico que faz o outro se sentir único. O resto é apenas carinho. Seja um doce especial, seja um cantinho diferente, seja um beijo apenas.



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