Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Preto no Branco

Espaços mudam de aspecto dependendo das escolhas que elegermos. Um exemplo bem interessante é este projeto da designer ucraniana Elena Fateeva que coloca toques pontuais de preto em um espaço todo branco. O minimalismo do apartamento se quebra em tom dramático com o contraste.
 
O uso do branco cria uma sensação de amplidão e assepsia. O uso da cor escura pontua. Dirige. Fica nosso olhar em pontos de interesse elencados pelo projetista de forma precisa. É como se ele nos pegasse e apontasse locais onde quer que fixemos nossa atenção.


 
Um projeto simples. Marcenaria reta e enxuta. Uso econômico de adornos. Mas onde se nota cada intenção da intervenção. Nada é colocado ao acaso. Tudo está na justa medida. 

Preto no branco. Perfeito.

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