Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Parque subterrâneo com luz solar - Lowline em NYC

Para nós que apenas começamos a investir em transportes subterrâneos é até algo surreal essa proposta de um parque imenso abaixo da terra. Mas em NYC, uma cidade carente de espaços, é até um crime deixar desaproveitada uma área tão grande, mesmo que abaixo do solo. Mas como transformar um antigo e abandonado terminal de bondes em um parque iluminado? Essa é a proposta do projeto Lowline.
 
O grande desafio em aproveitar esse espaço abandonado e transformá-lo em um parque verdejante e cheio de atrativos para os habitantes da cidade era garantir que a luz natural para a vegetação e as pessoas. A solução foi captar a luz solar através de pratos que ficam acima do solo (e que conseguem seguir o percurso do sol durante o ano) e canalizá-la para baixo. Um recurso relativamente conhecido, mas aqui incrementado com sistemas ópticos mais modernos. 

Uma proposta inovadora em conseguir reunir um espaço subterrâneo abandonado e um ambiente iluminado e agradável. Um projeto dessa envergadura precisa de apoio politico e financeiro, mas os ganhos da comunidade serão com certeza expressivos ao ganhar um espaço de lazer imenso em uma megalópolis como NYC.


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