Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Alegrando sua casa e vida com verdes e flores

Se tem algo que nunca pode faltar em minhas casas ou locais de trabalho é um pouco de verde. Sejam flores, sejam plantas. Acho que é uma herança de família, minha mãe sempre as teve em casa. Tinha hortas quando morávamos em casa e esse hábito ela aprendeu de sua mãe e seu pai. Ela me conta que quando era pequena, bem pequena mesmo, tinha uma hortinha sua. Ganhava sementes e plantas das irmãs mais velhas e lá aprendia esse amor à terra, seus cuidados, inclusive a fazer enxertos em mudas de árvores! Exemplo é meio de ensino. Talvez um dos mais eficazes. 
Nos meus projetos sempre procuro colocar um toque de verde. Se o cliente gostar, penso até em abusar! E quase nunca penso em algo artificial. Não que descarte o recurso, tem plantas artificiais bem bonitas e que parecem de verdade. E tem pessoas e locais em que os cuidados não podem ser feitos.... mas se há vontade e condições, obviamente opto pelas de verdade! 
Me fascina o crescimento. Me fascina a vida. Me fascina os cuidados que as plantas exigem e como elas retribuem com flores e exuberância. São como um pulmão verde nos mostrando que a natureza pode estar perto de nós, mesmo que moremos nas alturas. Natureza de terra. Sinto falta de sentir a mão suja da terra, de pisar na grama, de sentir o cheiro da terra molhada depois de uma chuva.
Então, pense a respeito. Mesmo que seja em um detalhe delicado, como uma rosa num vaso simples. Ou algo mais possante, como um arbusto em um vaso. E sim, pode ser colocado sobre móveis, desde que haja espaço no ambiente.
Jardins de inverno também me fascinam. A abertura da casa para o céu, para o ar. Sentar e ver uma árvore no meio da sala. Sonho muitas vezes impossível, ainda mais em nossos tempos de insegurança. Mas sempre há um jeitinho de se conseguir o efeito....
Para os mais amigos do verde, pode-se pensar em uma quase floresta caseira! Embora eu não goste muito de colocar plantas no quarto de dormir. Sempre me lembro das lições de escola de fotossíntese e de como a noite as plantas captam oxigênio como nós, para de dia captarem o CO2 e transformá-lo em algo respirável. Isso mesmo? Nem tanto, o CO2 que as plantas liberam a noite é a mesma quantidade de pessoas...logo- Liberado para quartos também. Desde que não causem alergias.
Então as flores e as plantas podem sim fazer parte de sua vida, e alegrar seu dia e sua casa. Sempre! 

Imagens : Pinterest e Google

Autor : Elenara Leitão 

Comentários

  1. Sempre gostei de plantas das mais variadas espécies. Decorações como estas me fascinam. Adorei.

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