A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Inspiração: índigo

Altamente inspirada nas postagens da Regiane Ivanski, blogueira do famoso Casa com Decoração sobre a tendência do uso do jeans na decoração na América do Norte, comecei a notar mais essa cor nas minhas pesquisas recentes. E numa delas cheguei nesse blog que também gosto muito, o 79 Ideas que fala sobre o uso do índigo e denin na decoração.

O Índigo ou anil é, segundo a Wikipédia, "a cor da luz localizada entre o azul e o violeta. Assim como muitas outras cores (como laranja, rosa e violeta), a origem do nome provém de um objeto natural - a planta índigo. Pela etimologia, do árabe annir e do persa nil (índigo)."

 
Devo dizer que sou do tempo em que não haviam disponibilidade de usar calças jeans americanas com aquele caimento e textura que hoje é tão comum. Aqui haviam as de brim coringa. Na medida em que se conseguiam as tão afamadas calças Lee, elas iam sendo aproveitadas das mais variadas maneiras. Sim, a gente reciclava. Sim, a gente customizava. E sim, elas ficavam velhas de uso. Calças viravam saias, bolsas e tudo o mais que nos viesse à cabeça. E isso era feito nas máquinas de costura de casa. 

Usar o índigo em todos os seus matizes pode valorizar qualquer ambiente. Primeiro porque as gamas de azul estão normalmente linkadas à tranquilidade e à criatividade. Uma das formas de usar é nas paredes. Sou suspeita porque adoro usar um azul jeans em uma parede para contrastar. 
Seja em revestimentos, em cortinas (adorei a transparência do azul jeans lá de cima), em painéis, detalhes ou paredes é uma cor associada por alguns místicos à cura espiritual e meditação. E cá entre nós, nesses nossos tempos estressantes, um pouco de tranquilidade é tudo de bom, não é verdade?  

Fontes das fotos: Pinterest

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