O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

Imagem
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Inspiração: índigo

Altamente inspirada nas postagens da Regiane Ivanski, blogueira do famoso Casa com Decoração sobre a tendência do uso do jeans na decoração na América do Norte, comecei a notar mais essa cor nas minhas pesquisas recentes. E numa delas cheguei nesse blog que também gosto muito, o 79 Ideas que fala sobre o uso do índigo e denin na decoração.

O Índigo ou anil é, segundo a Wikipédia, "a cor da luz localizada entre o azul e o violeta. Assim como muitas outras cores (como laranja, rosa e violeta), a origem do nome provém de um objeto natural - a planta índigo. Pela etimologia, do árabe annir e do persa nil (índigo)."

 
Devo dizer que sou do tempo em que não haviam disponibilidade de usar calças jeans americanas com aquele caimento e textura que hoje é tão comum. Aqui haviam as de brim coringa. Na medida em que se conseguiam as tão afamadas calças Lee, elas iam sendo aproveitadas das mais variadas maneiras. Sim, a gente reciclava. Sim, a gente customizava. E sim, elas ficavam velhas de uso. Calças viravam saias, bolsas e tudo o mais que nos viesse à cabeça. E isso era feito nas máquinas de costura de casa. 

Usar o índigo em todos os seus matizes pode valorizar qualquer ambiente. Primeiro porque as gamas de azul estão normalmente linkadas à tranquilidade e à criatividade. Uma das formas de usar é nas paredes. Sou suspeita porque adoro usar um azul jeans em uma parede para contrastar. 
Seja em revestimentos, em cortinas (adorei a transparência do azul jeans lá de cima), em painéis, detalhes ou paredes é uma cor associada por alguns místicos à cura espiritual e meditação. E cá entre nós, nesses nossos tempos estressantes, um pouco de tranquilidade é tudo de bom, não é verdade?  

Fontes das fotos: Pinterest

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arte com resíduos no canteiro de obras - Mestres da Obra