A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Querido Noel, Eu quero ganhar....

Querido Noel, 

eu sei que fui uma boa menina nesse ano que passou. Tá certo, uma ou duas vezes fui meia mal educada, umas outras pensei mal de alguém e devo ter cometido alguns pecados também. Afinal que não? Ainda mais depois dos cinquenta. Se não, corre porque já passou da hora.

Enfim, acho que já está meio tarde porque as entregas do Polo Norte devem estar meio congestionadas, mas não custa tentar. Então segue uma listinha básica de coisas que gostaria de ganhar...

 
Para começar, uns cartões presente do Studio Clio. De preferência um ramal cheio. Sabe como é, eu adoro esses eventos e eles sempre abastecem o blog, de modos que seria um presente a ser compartilhado. Ou seja, presentes para muitos.

Um tablet novinho em folha. De ultima geração. Tanto faz ser IOs ou Android. E se vier com essa capa charmosa vou gostar ainda mais. Prometo não ficar tão conectada como esse ano. Sei o quanto isso é chato para as pessoas ao redor. Vai ser difícil, mas vou tentar. Promessa de escoteira. 
Um Spa para chamar de meu. Por uma semana. Por um dia que seja. Se for em Santorini, melhor ainda. Auto explicativo. Preciso descansar a mente, o corpo, a alma.
Não que eu esteja pensando em trocar de carro. Mas esses dias me perguntaram: e se tu ganhasse muito, mas muito dinheiro, que carro compraria? Esse Volvo. O carro mais seguro do mundo. E lindo! Assim, nessa cor. Sei lá, de repente está acontecendo uma promoção tipo aquela companhia aérea do Canadá e o Noel está pesquisando sonhos para realizar. Se é para sonhar, sonhe grande!

Um guarda roupa novo. Tudo. De moveis à roupas. Com um personal stylist junto. Pensando bem, melhor não. Um cartão de crédito sem limites ajudaria a refinar meu estilo. 

Um par de tênis. Para aguentar caminhadas. Muitas. Pedaladas também, mesmo que sejam paradas. Mas nem pense naquele modelo perua lá de cima. Meu estilo é esse preto, sapateais e com velcro. Eu falei que não queria um estilista novo. Acho elegante esse tênis simples. 

E para terminar uma mala básica de viagem. Mas nada muito grande. Dessas que vão com a gente no avião. E essa sim, pode ser rosa. Sei lá, de repente fiquei com um lado Barbie. 

Então ficamos combinados, Noel. Se não der para chegar (tudo) no dia 24/25, nem esquenta. Pode mandar depois. Eu não reparo.

Bom Natal para você, para as renas, e poupe o meu peru. Deixe ele vivinho, ok.

Abraços carinhosos

Elenara

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