A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

Imagem
  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Essa terra tem dono

Essa terra tem dono - aprendi no colégio quando pequena que um indio, Sepé Tiarajú, teria dito isso sobre as terras do Rio Grande. Apesar do enorme valor arquitetonico não conheço as Missões Jesuíticas no Rio Grande do Sul. Vou preencher essa lacuna...hoje.
Fonte
Sim, se tudo deu certo em nossa viagem, nesse momento estou bem aqui. E vou passar o fim de semana aprendendo e me deliciando com essa visita. Para quem não conhece, achei esse delicioso trabalho escolar de História que resume um pouco da rica história das Missões.     

Comentários

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Arte com resíduos no canteiro de obras - Mestres da Obra

Calungas, a representação da escala nos desenhos