Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Parabéns pai e mana

Hoje é o aniversário de duas pessoas muito especiais para mim. Meu pai, Paulo, e minha irmã, Ana Lúcia.

Primeira filha, ela nasceu no dia 24 de fevereiro, mesma data em que nasceu nosso pai. Faltavam 15 minutos para a meia noite do dia 24 e inicio do 25. Minha mãe se puxou legal.

São dois piscinianos muito legais. Íntegros, sonhadores, realizadores. 

Eles fazem a vida de quem está ao seu lado mais bonita. Não só porque são práticos e cuidadores, mas principalmente porque são alto astral. São otimistas com a vida. 

Meu pai mantém esse sorriso franco e com ele levou sua vida plena de realização. Quem o conheceu e conhece, sabe o quanto ele é bacana (sem corujice de filha). Foi filho, é marido, pai, cunhado, tio, chefe exemplar. Discurso rápido, bom de argumentos, leitor inveterado, homem de opinião e ideais. 

Minha irmã, que tinha um sonho secreto de ser chacrete (rsss) e afastava as tristezas da vida com música alta e muita dança, é perfeccionista, é ultra fashion, é must. Eterna aprendiz (um dos últimos desafios é "parlar italiano"). 

Dois seres humanos de primeira. E sou uma privilegiada por tê-los por perto.

Beijos queridos!   

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