Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Guardando com organização - quartos infantis

Já falamos sobre os acumuladores e sua relação com os objetos.

Vamos ser otimistas e imaginar que consigamos passar pelas fases de olhar, separar e desfazer. O que fazer com o que ainda sobra?

É o que a Samantha Shiraishi lançou como dúvida já que com a chegada da nova filhinha muitas coisas dos irmãos vão ser preservadas, até pelo valor sentimental. 

Essa indagação, que é muito comum a quem está aumentando a família, e outra conversa com um colega sobre uma obra em casa de acumuladores, me levou a separar algumas ideias de como organizar a acumulação diária. 

 
Não chega a ser solução para quem é um verdadeiro acumulador patológico, mas para alguns de nós (eu incluída) podem ser verdadeiros coringas.

Em primeiro lugar - nichos ou caixas. 


Podem ver que eles acompanham várias das soluções apresentadas. 

E sabem porque? Compartimentação ajuda na organização. Coisas que estão separadas são mais fáceis de serem lembradas e não perdidas. Há várias maneiras de fazer isso, seja em marcenaria especial, seja com práticas caixas encontradas no comércio. Há uma solução para cada bolso.

Se houver espaço, gavetas bem boladas podem esconder CDs, livros ou perfumes, dependendo da profundidade que tiverem disponível.









A cor é outro curinga, especialmente em ambientes mais lúdicos como quartos infantis. Um armário como esse da foto, além de guardar várias coisas, é uma peça que alegra o quarto.  















 
Eu gosto muito de soluções que usam portas de correr. Elas são limpas, escondem muita coisa e também ajudam a não formar uma cultura de quartos muito cheios de enfeites. Sério, eu as vezes me assusto com quartos infantis que são entulhados de ursinhos de pelúcia e carrinhos. Parecem uma loja de brinquedos e podem fazer a criança imaginar que acumular é uma coisa muito natural. Tá bom, estou me metendo em seara alheia, não sou expert em psicologia nem nunca li alguma pesquisa que diga isso, mas me parece meio lógico, a vocês não?

Sem contar que portas se fecham e a poeira fica lá dentro. Mais prático. 

Uma solução de dormitório infantil pode ter um ar de conto de fadas, ou levar um quadro branco como o da primeira foto lá de cima, mas o principio é o mesmo.

Para uma área mais informal ou para o jardim, caixotes podem ajudar bastante. Essa prateleira aí do lado é uma mostra de uma área de guardar vasos e utensílios para jardinagem. Engradados de frutas, pintados em várias cores, também podem formar práticas estantes.



Caixas e gavetas também ajudam a embelezar e armazenar. O ideal é que nos quartos dos pequenos eles logo aprendam onde está cada coisa para que possam fazer a sua própria organização. E aprender desde cedo a se relacionar com o espaço de forma prazerosa. 



Fontes das fotos Pinterest, Arte plural, Assim eu gosto, Casa Abril, Revista Casa e jardim

Comentários

  1. Elenara, sou realmente fã do seu trabalho e fiquei muito honrada por ganhar um post em homenagem aos meus pequenos problemas domésticos no Arquitetando ideias!

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  2. Sam, eu é que sou fã de vocês. Adorei o tema, me fez pensar sobre esse assunto que é super interessante para muitas pessoas. Beijos

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