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A felicidade não está incluída

O colega Oscar Muller me indicou esse video muito interessante enquanto falávamos sobre a necessidade do estudo da filosofia como base de qualquer ensino. Se perguntar o porque, reflexionar, debater, questionar nos diferem dos outros seres que habitam a terra. Pelo menos até prova em contrário. A vida é muito mais que crescer, comer, procriar, trabalhar e morrer. Isso se chama sobrevivência. E é infinitamente maior que ter em profusão. A vida é ser. E ser com. E por isso fechei bastante com as ideias de Epicuro. Não que fosse me tornar uma Epicurista militante. Não gosto de me apegar a um caminho único. Gosto das perguntas, mais que das respostas. Mas muitas coisas que nos chegaram dele tem muita lógica sim. 

"A ideia que Epicuro tinha era a de que, para ser feliz, o homem necessitava de três coisas: liberdade, amizade e tempo para filosofar. Na Grécia Antiga, existia uma cidade na qual, em todas as paredes do mercado, se havia escrito toda a filosofia da felicidade de Epicuro, procurando conscientizar as pessoas que, comprar e possuir bens materiais, não as tornaria mais felizes, como elas acreditavam."wikipedia


Meio complicado de experenciar nesse momento da cultura ocidental onde o prazer e a felicidade pessoal se tornaram quase obrigatórios. Onde todos devem ser bonitos, jovens, bem realizados, cheios de amigos (virtuais) e sós. Sim, temos vários amigos, saímos, compramos, bebemos, mas a generosidade e o compartilhar fica muitas vezes mais ligado às redes sociais que à vida real.

Nossas casas são feitas e remodeladas para abrigarem as mais modernas tecnologias, mas muitas vezes não para o acolhimento e para a conversa amiga. É bom comprar. Quando precisamos realmente. É bom ter 600 amigos virtuais, especialmente quando resgatamos uns dez que foram muito importantes em algum tempo de nossa vida. É bom parar para pensar sobre o que nos importa. É bom saber que a tal da felicidade se encontra bem mais dentro de nós do que fora.

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