A cidade que envelhece com dignidade
Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...

Amiga,
ResponderExcluirLuto Nacional.
Confraternizo-me com todos aí do Sul.
Minhas Sinceras Condolências.
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/on-the-rocks/imposs%C3%ADvel-153208955.html
Abraços
Obrigada Nô. Nós que não perdemos ninguém estamos consternados, quem perdeu está destroçado. Resta apurar as responsabilidades e lutar para que não mais aconteça. Abraços
ResponderExcluirNice post
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