Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Feriado é dia de...

Ficar em calma. Ler um bom livro. Conviver com a família. Olhar pela janela e ver como a poluição de todo dia esconde a beleza da paisagem. Da minha janela mágica eu poderia ver a serra gaúcha todo dia não fosse a fumaça que a encobre...

Dela posso ver também que no Pólo Petroquímico de Triunfo as chaminés não param nem hoje...Que todo nosso modo de vida consumista e tecnológico depende também que se gere riquezas que exaurem e poluem...E haja reciclagem posterior para tentar minimizar o que devriamos repensar na origem. Saberemos um dia fazê-lo?
Voltariamos a ter uma vida simples, vivendo em beira de rios, nas florestas???...Creio que não. Hoje nossas casas nesses locais se dividem em mansões cheias de segurança, casas mais simples, casebres...Divisão natural da vida capitalista onde ganha mais quem ousa mais. Natural? Tem quem ache. Tem quem não.

Hoje é feriado. Dia de divagar, dia de relaxar. Dia de descansar. 

Dia de prantear quem longamente viveu e se foi. Nossos dois centenários mais amados (por alguns) se foram em 2012. Niemeyer e D. Canô. Não gosto de partidas e por isso não pude deixar de ficar triste. Mas como sou também otimista sei que eles esticaram essa experiência terrena sendo eles mesmos, deixando sementes bonitas e que tiveram vidas lindas. Que mais se há de querer?...

Que renasçam as esperanças, com a chegada hoje do Francisco. Mais uma criança em nossa família, que leva para si o nome de um tio amado, seu bisavô, Francisco Grangeiro. Cearense dos bons que viajava pelos sete mares e num desses se apaixonou por uma gaúcha linda, altiva e inteligente, minha tia. Dessa semente fica a lição desse ano. A vida é linda, é frágil, é delicada e se vai. Mas volta em outra forma.

Aproveitemos então o intervalo. Bom feriado. Sejam felizes   

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