A casa também envelhece com quem mora nela

Imagem
Conheci o arquiteto e urbanista Ciro Férrer em uma live sobre GeroArquitetura, onde ele falou como nasceu a sua vivência neste campo: foi cuidador da sua avó por cinco anos. Aquela experiência transformou a sua visão de ver a arquitetura não apenas como técnica, mas principalmente como uma missão humana. Eu senti uma empatia com a sua história porque é bem semelhante com a minha. Cuidei e acompanhei meus pais em época de maior fragilidade por cerca de vinte anos. E também como ele, percebi que a arquitetura deve ser uma ferramenta de resgate. De que o projetar não deve ser apenas para o momento presente, mas para ser uma prevenção e garantia de que você, nosso cliente, continue sendo o protagonista da sua própria vida, com a dignidade que merece e sem depender excessivamente de filhos, familiares ou amigos. Fui me aprofundar mais sobre a prática e a teoria de Ciro Férrer e isso me fez pensar em algo que observo há muitos anos na prática profissional. Costumamos imaginar o envelhecimen...

Se eu morasse em Paris


O jeito de morar do parisiense tem o charme dos próprios moradores da cidade luz. Os espaços tem uma personalidade própria, que pode bem ser vista nesse projeto do escritório SO-AN

Podemos notar a atenção aos detalhes como a valorização do piso e de peças bem colocadas, onde o todo é composto de simplicidade mas também de muita elegância. 

Os ambientes não parecem datados. Eles tem força pelos seus elementos, não por tendências passageiras.



Fonte: Yatzer

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Memórias da casa da infância são marcas que nunca saem

Calungas, a representação da escala nos desenhos