Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

Imagem
Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Sons da bike

Em épocas de maior sensibilidade para a questão do meio ambiente as magrelas voltam com forca total. Inclusive muitas pessoas das novas gerações, e das antigas também, estão trocando os veículos poluidores e adotando as bikes em tempo integral. E muitas soluções interessantes em mobilidade e bicicletas componíveis estão cada dia mais a disposição das  pessoas. Abaixo alguns exemplos de bikes e locais para estacionar. 
FONTE



FONTE

FONTE
E na esteira dessa tendencia achei esse vídeo fantástico, um curta premiado feito com pecas de bicicletas e extraindo delas SONS. Essa semana mesmo estávamos debatendo sobre a função curativa da Arte, especialmente depois de assistirmos uma palestra sobre os músicos de Terezin  . Para quem não sabe, na Segunda Guerra Mundial, Hitler mandou construir um campo modelo, uma especie de Paraíso de Concentração chamado Theresienstadt. Em uma antiga fortaleza, muitos artistas judeus foram confinados e formaram uma orquestra que fazia apresentações que eram filmadas e serviam de propagando para a Cruz Vermelha e opiniao publica alemã e mundial. E mesmo naquela terrível situação, a musica falava mais alto e trazia uma especie de transcendência que os colocava acima da barbárie. E deixava uma lição: que mesmo na mais amarga realidade, o som, a musica pode libertar a alma.


E ao ouvir esses sons de pedaços de engrenagens lembro que mesmo na megalópole a criação reina soberana e nos faz mais libertos. E mais humanos.
    
A arte salva
Bicycle Sounds from Stephen Meierding on Vimeo.

Veja AQUI mais posts sobre bikes

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura

A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós