A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

O que cabe na bolsa de uma mulher ?

O que cabe na bolsa de uma mulher ? Quase o mundo...De batom a IPad, de chave a drops, de trena a cartão de crédito....

É impressionante como o espaço de uma bolsa feminina parece crescer na medida da necessidade de usos. 

Cartões de visita, listas de super mercado, lembranças de um amor, passageiro ou permanente, não importa, mulher gosta de guardar essas coisinhas.

Já viram mulher com bolsa pequena ? Se já, e não era festa, com certeza ela tinha uma pasta com o resto das traquitandas.

Mulher gosta de estar sempre preparada. Seja para uma reunião de emergência, seja para uma emergência amorosa. 

E o que tem a ver a Arquitetura com a bolsa feminina ? Quase tudo ! 

Olhem para os "apertamentos" modernos e vejam como eles podem ser versáteis como as bolsas que carregamos. 

Nas suas áreas minúsculas, com projetos criativos, surgem espaços que são inacreditáveis.




Fonte : Pinterest  

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