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Reforma vai criando loft


Uma coisa bacana da Internet é que podemos acompanhar várias construções e reformas via web.  E eu adoro acompanhar o ponto de vista do outro lado, ou seja do cliente. É uma maneira divertida de saber o que pensam das obras e de nós, profissionais. Um aprendizado valioso ! Um desses blogs narra a história da reforma do apartamento do Marco, afilhado de um arquiteto amigo de São Paulo - o Oscar Muller, aquele que dá uns pitacos aqui de vez em quando (menos do que eu gostaria...). 


Segundo o Oscar, o Marco "leva o maior jeito para arquitetura, e até está pensando em cursar. Tem talento, se for por este caminho será um bom arquiteto."

Ele e a Indy compraram um apartamento e pediram ao padrinho uma ajuda: 



Opinião do arquiteto: Construção antiga, divisórias de tijolos, um bom quarto, um segundo ridículo (mais parecia um armário), uma saleta pífia, um banheiro grandinho, um corredor que matava o apartamento, e uma cozinha razoável, com entrada própria, mas separada da área de serviço pelo corredor de entrada. (Conhecem algo parecido ? Quem já entrou em prédios antigos e até em alguns modernos deve ter se encontrado)

No sexto andar de um edifício com sete, havia uma marca de umidade que parecia como típica de vazamento de cumeeira. Cutucando o teto com um cabo de vassoura, bingo! Era estuque. O edifício antigo tem dois apartamentos por andar, mas no sétimo só há uma unidade, que originalmente era a moradia do zelador. Então no sexto andar os apartamentos só tem vizinhos por cima em uma pequena parte do todo, neste caso, sobre a cozinha...

Quebrando um pouco descobriram um telhado em Eternit, cheio de problemas, que precisava ser trocado. Com um monte de vazamentos, deixou o estuque úmido, criando uma condição perigosa. A construção antiga já oferecia excelente pé direito, a cobertura existente era descolada das divisórias, apoiada nas paredes laterais do edifício, estava bem separada do forro (uns bons 50cm), e as tesouras eram altas, do chão até a cumeeira deviam haver  entre cinco e seis metros, bom motivo para se animar...

Foi então montada outra cobertura por cima do telheiro existente, e só depois começou a demolição da antiga e comprometida estrutura. Retirado todo o estuque, madeirame e telhas de fibro-cimento, o espaço resultante ficou ótimo, então o apartamento virou loft, com a suite do casal e um espaço para trabalho em cima.


A estória e fotos estão no blog do casal e começa aqui: http://blog.aluaeeu.com/2011/03/25/foi-dada-a-largada/



Essas histórias são fantásticas, elas mostram que um projeto, principalmente os de reformas, vão sendo construídos no decorrer da obra. Nunca se sabe o que vai se encontrar, as soluções projetadas muitas vezes tem que ser mudadas por várias razões: material que não se encontra, estrutura diferente das plantas encontradas, mudança de planos dos proprietários, sacação do arquiteto de alguma solução melhor, material que se pretende aproveitar. Uma das primeiras lições que aprendi ao executar obras foi a fazer o detalhamento no decorrer das etapas. E a usar folhinhas de A4 que pudessem ser manejadas com facilidade e sem muita informação que possa confundir quem vai executar. Para obras pequenas as plantas grandes acabam se perdendo logo: são rasgadas, são manchadas, o empreiteiro já assimila que sabe de cor e mágica ! Somem ! Mais prático ter folhas pequenas que possam ser armazenadas em pastas e estar sempre ao alcance quando se precisa delas. 

Comentários

  1. Olá Elenara,
    O Oscar me passou o link do seu blog há um tempo e tenho acompanhado seu blog há um tempo. Hoje, recebi um e-mail do Oscar me pedindo para entrar aqui e me deparo com uma foto minha e do Isaías finalizando minha escada!! Que legal!!
    Nos mudamos há poucas semanas, e ainda tem alguns acabamentos não finalizados. Mas em breve vou fazer um "antes e depois" e posso de mandar as fotos de como elas ficaram.
    Legal ver nossa história sendo divulgada pela net, quem sabe isso não inspira mais e mais pessoas a serem otimistas como o Oscar e saber aproveitar as oportunidades!
    Beijos
    Marco

    ResponderExcluir
  2. Bacana o post, Elenara!

    O Marco leva mesmo jeito para a coisa, com muita consciência ecológica, conseguiu aproveitar quase todo o madeirame existente. Do telheiro aos batentes, tudo foi utilizado. Foram feitos balcões, bancos, degraus, o tampo da mesa...

    O casal já está "acampando" por lá, mesmo sem terminar completamente os acabamentos. na foto o Marco aparece com o Isaías, serralheiro de mão cheia e amigo da gente.

    Oscar

    ResponderExcluir

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