A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Casa japonesa reserva surpresas por dentro e por fora



Mais uma casa japonesa com certeza. 
Aqui moram um casal e sua filhinha que usufruem de uma bela vista para um rio em Tóqui, projeto do Arquiteto Kota Mizuishi 






Fotos Hiroshi Tanigawa
Espaços amplos, bem iluminados, essa casa parece se destacar por ser diferente dos incríveis projetos de economia de espaços que se encontra na arquitetura japonesa. Nada mais errado que isso. Vejam essa casa por fora....


Sim, é a mesma casa. E ainda conta com um espaço para abrigo de carros abaixo do balaço em estrutura metálica. Adoro isso na arquitetura japonesa, como eles conseguem transformar poucos metros quadrados em espaços bonitos, funcionais e iluminados, proporcionando essa surpresa para quem entra. Veja AQUI o que escrevi sobre um apartamento minimalista por lá. 



E acha que essa criatividade é privilégio de lá ? Não, aqui em Porto Alegre temos também um belo exemplo de arquitetura em lotes estreitos, veja AQUI


Fonte dezeen

Comentários

  1. É incrível, amiga.
    Fico pensando que em São Paulo ainda temos espaço para tal aproveitamento com criatividade, limpeza,dignidade e organização principalmente para as comunidades (ex-favelas).

    Excelente Semana!

    Beijinhos

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  2. Prá ver o que faz se pensar antes de construir. Para tudo há uma (boa) solução !
    Beijos

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  3. Olá encontrei seu blog através do comentário no Evento Mulheres Guerreiras.
    Incrível, se não visse o projeto não acreditaria ser a mesma casa, o uso de materiais claros e um ótimo projeto de iluminação fazem dessa casa um exemplo de que não é necessário um espaço enorme para termos uma boa moradia.
    A unica duvida que fiquei foi em relação a sala: a bancada a direita seria utilizada como banco, ou seria feito o uso de um futon?
    Adorei a postagem.

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  4. Oi Nadia,
    Espero que agora que encontrou o blog volte sempre.
    Eu creio que aquelas caixas abaixo da bancada guardem algo como futtons ou o que o valha para as pessoas se recostarem. Já li que no Japão em geral tudo é móvel e com alguns movimentos os espaços se transformam.
    Eu também adorei esse projeto.
    Abraços

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