Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Bom, bonito e barato

Vários clientes me pedem sempre propostas ou alternativas que sejam boas, bonitas e baratas...


E essa é a função do arquiteto, achar as melhores soluções que se coadunem sempre com as possibilidades financeiras de quem vai pagar por elas: o cliente. 



Mas cabe aqui uma ressalva. Barato nem sempre quer dizer o que custa menos. Na minha experiência de vida pessoal e profissional já aprendi que aquela alternativa muito mais baratinha na maior parte das vezes não dura, não resolve e acaba saindo bem mais caro.  


Isso não quer dizer que não se possa fazer economia. É uma questão de bom senso, escolha de boas marcas, duráveis e que não vão custar muito em manutenção. Em geral as boas marcas da praça já dispõem de linhas econômicas que fazem a mesma função, são bonitas e custam um terço das alternativas mais luxuosas. 

Escolher uma peça de design famoso também pode se encaixar dentro desse conceito. É preferível fazer uma ambientação minimalista, com pouco e bons móveis e uma peça boa (que pode ser garimpada em ofertas) a entulhar a casa com móveis daquela liquidação....


E o planejamento para quem tem orçamento curto é mais que fundamental. Afinal quem tem bastante dinheiro até pode se dar ao luxo de errar, mas quem tem que fazer o seu bolso render não.   

Comentários

  1. É isso mesmo.
    Total Lucidez.


    Um Lindo Dia!
    beijinhos

    ResponderExcluir
  2. É isso aí!

    Economizar é bom, mas também é preciso um olhar holístico!

    Na construção civil, por exemplo, estima-se que apenas 20% do custo está na construção do edifício, os 80% restantes serão dispendidos durante a vida útil da edificação, na forma de contas de luz, água, manutenção, etc...

    Portanto um bom projeto que exija pouca manutenção, garanta conforto térmico por meios passivos, e boa iluminação natural, mesmo significando maior investimento, também se traduzem em grande economia final.

    Tomando alguns cuidados no projeto, não é difícil reduzir as despesas mensais em 50%, é o mesmo que baratear o custo total da edificação em 40%!

    Abraços,

    Oscar Müller

    ResponderExcluir
  3. Grande colega Oscar !

    Tuas contribuições sempre são expressivas e com excelente conteúdo. Sem dúvida, um bom planejamento e projetos significam economia e das boas, por muito tempo.
    Abraços

    Elenara

    ResponderExcluir

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