Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Amor sustentável

Nada mais atual que essa música que o Eduardo Pilger, psicólogo, primo, companheiro de aniversário, fotografo e ser humano de primeira me brindou no Facebook : Anelis Assunpção - Amor Sustentável do álbum "Sou Suspeita Estou Sujeita Não sou Santa".


E essa música fala da vontade que permeia nossas vidas de sermos sustentáveis conosco, com nosso planeta, com nossas casas e hábitos. Somos uma geração que já ganhou a herança de anos de vidas de consumo sem muito pensar. Nossos pais e avós fizeram um mundo cheio de tecnologia, com produtos novos a cada dia, cheio de embalagens desnecessárias e muita "descartabilidade".

Esse descartar desenfreado acaba por nos incomodar sobremaneira. Ansiamos por substância, queremos concretude. Seja nos nossos hábitos de consumo, seja nos nossos hábitos de relacionamentos.


E onde fica a Arquitetura nisso ? Na procura por materiais e tecnologias verdes. Mas esquecemos as vezes que mais que uma fachada, sustentabilidade é escolha. Assim como escolhemos ficar com alguém, e burilamos uma relação dia a dia, retocando arestas e conservando sentimentos lindos, assim podemos também construir moradas, mantendo as que já existem, reformando e retocando. Ou aproveitando materiais se necessitamos demolir. Escolhendo materiais que não agridam a natureza. E acima de tudo: não consumindo por impulso. Não sendo assim tão líquidos e descartadores. E sabendo ver a beleza que existe perto de nós, seja andando a pé pelas ruas para poupar combustível, seja garimpando relíquias que podem existir nas vizinhanças.


Para amar e projetar precisamos de CRIATIVIDADE em primeiro lugar. E PERSISTÊNCIA sempre.

Comentários

  1. Oi! Muito rico o espaço aqui. O templapate lindo, se quiser dou umas dicas para traduzi-lo. Abç.

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