Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Lições que aprendi com meu pai

Acervo Elenara Leitão
Aprendi entre outras coisas que trabalho se faz com prazer e aí deixa de ser trabalho e vira férias. Aprendi que estudar é primordial e que a gente deve sempre ter um dicionário por perto para pesquisar as dúvidas. Aprendi que se deve agradecer sempre - nunca vi meu pai dar uma ordem para alguém que não fosse precedida de um faz favor ou por obséquio, e um agradecimento posterior. Aprendi que as pessoas - todas - tem seu valor e que ninguém deve ser menosprezado. Que diploma é consequência e não meta. Aprendi a ser otimista.
Aprendi a respeitar o próximo e o seu espaço. Aprendi a ter gosto por ler. E a economizar: luz, água, papel. Tudo isso quando ainda ninguém falava em sustentabilidade.
Aprendi a torcer pelo seu time do coração. Com ele fui a estádios lotados e senti a vibração das vitórias. 
Aprendi que a vida é de quem a conquista com sabedoria e humildade. E perseverança. Aprendi a gostar de construir. Fizemos juntos algumas obras. E sempre achando que sabia mais que eu...
Dos seus 90 anos, convivi 54. E é ainda tão pouco porque ele a cada dia me ensina mais...
Obrigada Pai !  

Comentários

  1. Bom dia, Elenara!

    Uma delicia ter um pai assim. Parabéns!
    Nem todos têm esta sorte. Alguns precisam começar a vida construindo um pai imaginário. Ainda bem que existe este recurso, certo?

    ResponderExcluir
  2. É verdade. Meu pai teve que fazer isso...Ficou orfão de pai aos três anos e sua mãe foi pai e mãe aos 26 anos e com 4 filhos. Talvez por isso também ele tenha se esmerado em ser tão bom pai para nós. Sabia o que era a dor de não ter tido um presente...
    Beijos

    ResponderExcluir
  3. Que história Linda de vida!

    Uma Excelente Semana!

    ResponderExcluir
  4. Elenara! Linda essa mensagem! Parabens e muito obrigada por compartilhar com a gente um pouquonho da sua história.
    Me emocionei :)
    Beijos
    Claudia

    ResponderExcluir
  5. Obrigada Claudia !
    O meu pai é realmente especial, e está sempre com esse sorrisão aberto da foto.
    beijos
    Elenara

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia