Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Mais projetos com conteineres

Um já em pleno uso. Vi na TV, num programa de negócios e achei bem legal a ideia de um engenheiro catarinense. Banheiros coletivos em um conteiner. De um lado masculinos e de outro femininos. Segundo ele, o seu diferencial é oferecer um ambiente bem cuidado e limpo para eventos que possam pagar por esse plus (que prá mim devia ser o obvio, mas quem frequenta banheiros públicos sabe que não é.). Achei bacana e por isso estou compartilhando a ideia do Banheiros de Luxo. A porta é que me pareceu meio pequena, não sei como se comporta com a acessibilidade, mas acho que deve dar para resolver se não estiver conforme.

 E o outro é uma proposta também bem bacana. Dica do sempre antenado Arq. Wagner Gonzalez . Mas é uma proposta do grupo Aphidoidea Design para o  eCORRE Complex (Centro de Pesquisa Ambiental e Educação Regenerativa). Esse centro forneceria informações sobre temas como a energia solar, coleta de água, iluminação natural interior, jardins na cobertura, técnicas de arrefecimento passivo e reutilização de água cinzenta. 
Segundo a proposta, os conteineres seriam empilhados juntos em um retângulo de duas linhas. No meio desse retângulo, foi levantado um arco que permitiu que se criasse uma praça abaixo. E a inclinação seria de modo a aproveitar a luz do sol. Veja mais AQUI







Comentários

  1. olá! sou bióloga e devido a pesquisa acabei indo passar uma temporada na Estação de pesquisa Brasileira na Antártida, que é toda criada com containers, uma enorme construção verde em meio ao branco das geleiras, com um sistema de aquecimento apropriado, desfrutavamos de ótimos quartos, banheiros, academia de ginástica, sala de vídeo, biblioteca, refeitório, cozinha, um amplo salão para confraternização, laboratórios de pesquisas,e muito mais, tudo feito com containers. Se ficar curiosa, procure na internet sobre EACF (Estação Antartica Comandante Ferraz), acho que vai gostar!
    bjs
    cê

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  2. Vou olhar sim ! Que experiência incrível deve ter sido. Funcionava bem ? Fiquei super curiosa.
    Abraços
    Elenara

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  3. Trabalho em uma metalúrgica que reforma containeres, e estamos fazendo um banheiro de luxo feminino, é incrível como se esquece que se está dentro de um container.

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