Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

Imagem
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Onde você trabalha melhor ?

Os novos escritórios tem sido pensados com locais de lazer, onde os empregados possam descansar nos seus horários de folga. Abaixo alguns exemplos de espaços comerciais bem agradáveis e criativos:
Fonte
 
Fonte
Fonte
Fonte
 
Mas cá entre nós, onde realmente você trabalha melhor ?
Jason Fried apresenta sua teoria sobre como os escritórios não são bons locais para trabalhar. Segundo ele, as interrupções a que somos submetidos em reuniões, por exemplo, acaba por tolher a produtividade. E diz ainda que nenhum trabalho criativo consegue ser bem feito em 15 minutos. E eu concordo. Talvez por isso muitos de nós ainda acabam por usar horas extras para poder terminar algo que poderia ser feito na rotina de um dia de trabalho. E dispensar horas de lazer para o ...lazer. Para a leitura, para ver vídeos como esses. Vale a reflexão. 
Traduzido para o português (Brazil) por Rodrigo Ferraz

Comentários

  1. Me pergunto isso diariamente, tentando fechar uma tese aqui... às vezes sinto que só preciso de uma mesa clara, se possível branca. Vazia. Noutras, penso que o dead line não me faz nem perceber o ambiente, de tão pressionada que fico. E, sobre as interrupções, talvez sejam a grande causa de eu me considerar "notívaga"... não é uma necessidade natural ficar trabalhando na madrugada, é uma "contingência ambiental"! ;)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura